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Carros a GPL no mercado e quanto custa meter o seu a andar a gás?

Motores a GPL têm menores custos de manutenção, consumos superiores, mas o preço inferior do combustível torna-os mais rentáveis do que os congéneres a gasolina e Diesel. Contudo, contam-se pelos dedos de uma mão as opções atualmente no mercado.

O aumento dos preços dos combustíveis está a obrigar os portugueses a fazerem (mais!) contas à vida. Entre as alterativas mais económicas, ganham espaço os modelos movidos a GPL, pois este tipo de veículos compensa o consumo ligeiramente superior com um preço bastante inferior daquele combustível face aos restantes.

O GPL, acrónimo de Gás de Petróleo Liquefeito, é produzido através da colocação de butano e de propano sob pressão para obtenção de um estado líquido e, assim, reduzir o seu volume para facilitar o respetivo transporte e utilização. Nos modelos que propõem a tecnologia de série, a transformação GPL é realizada aquando do fabrico do veículo, de modo a garantir o máximo de segurança. Trata-se de um sistema de carburação dupla que permite circular igualmente com a motorização térmica usando gasolina ou GPL e, deste modo, aumentar a sua autonomia.

Os veículos estão equipados com um depósito mais resistente, incorporam uma válvula de alta segurança, bem como uma válvula de retenção, um limitador de abastecimento de 80% e um limitador de fluxo para garantir o mínimo de risco. Além disso, os veículos a GPL têm uma garantia total do fabricante sobre o veículo e a transformação.

Que opções há no mercado a GPL

A romena Dacia assume-se como a única marca a oferecer uma gama completa equipada com motores bi-fuel (gasolina e GPL), nos modelos Sandero (versões Stepway incluídas), Jogger (incluindo a versão Stepway) e Duster.

Todos recorrem ao motor ECO G 100, também disponível, no Renault Clio, com uma arquitetura de três cilindros, 999 cc e sobrealimentação para atingir uma potência de 100 CV e 170 Nm (mais 10 Nm do que a versão equivalente a gasolina), prometendo economia suplementar por via do seu sistema de alimentação a GPL. Este bloco surge associado a uma caixa manual de 6 velocidades. Além do Clio, a Renault também vende versões do Captur com motorização híbrida gasolina/GPL (exceto RS Line).

Qual o custo de mudar para GPL

Os motores preparados para funcionamento misto gasolina /GPL (Gás de Petróleo Liquefeito) revelam, por norma, menor desgaste que outros semelhantes que funcionam apenas a gasolina, o que se pode explicar pelo facto de a combustão do gás ser mais limpa e não provocar contaminação no óleo do motor além de produzir menos resíduos, permitindo, deste modo, alargar os intervalos entre mudanças de óleo com consequente diminuição dos custos com manutenção.

Para o cálculo da economia na utilização de veículos movidos a GPL considera-se quilometragem média anual de 15.000 km, acréscimo de consumo de 10 a 25%, custo de instalação entre 1500 a 3000 € (a conversão dos Diesel é mais onerosa, complicada e incomum), e que o preço de venda do combustível (GPL) se mantém entre 50 a 60% valor da gasolina s/chumbo 95.

Nas emissões, os níveis de CO e CO2 são particularmente favoráveis aos motores a GPL, mas no que respeita ao NOx (óxido de azoto) os valores podem ser bastante superiores aos produzidos pelos motores a gasolina (ou mesmo Diesel) devido às temperaturas de combustão do GPL serem mais elevadas.

A transformação é segura, desde que a mudança seja realizada numa oficina certificada. Além da montagem do depósito de GPL, a operação inclui:

-Bocal de abastecimento GPL Auto;

-Depósito de GPL Auto (normalmente é instalado na bagageira, retirando um pouco de espaço à mesma; pode ser também instalado no lugar do pneu de substituição)

-Multiválvula do sistema GPL Auto

-Filtro de GPL Auto

-Vaporizador

-Injetores

-Unidade de controlo eletrónico

-Interruptor de GPL Auto e Gasolina (de forma a escolher qual o combustível que quer utilizar durante a sua condução; este interruptor também indica o nível de GPL Auto no depósito).

A conversão em si poderá demorar de 2 a 4 dias.

Após a alteração, o automóvel deve ser sujeito a uma inspeção extraordinária, do tipo B. Com o certificado do Modelo 113 emitido pelo Centro de Inspeções, deve então ser submetido um pedido de regularização da transformação no IMT, com o formulário Modelo 9 devidamente preenchido. Com tudo certinho, o IMT lança um novo Certificado de Matrícula.

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