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Elétricos fazem ultrapassagem única na Noruega

Os elétricos a bateria nas estradas da Noruega poderão em breve ultrapassar todos os veículos a gasolina que circulam neste país nórdico. A ultrapassagem aos Diesel poderá demorar apenas mais três ou quatro anos.

 

A Noruega continua a ser líder na venda de veículos elétricos a bateria e, desde o início deste ano, cerca de 90% de todos os veículos novos vendidos no país são 100% elétricos. O país está também a trabalhar no sentido de proibir a venda de novos veículos a gasolina e a gasóleo até 2025, tornando-se, assim, a primeira nação a fazê-lo.

Embora as vendas de EV novos tenham ultrapassado as dos modelos a gasolina e a gasóleo nos últimos anos na Noruega, os dados da Administração Norueguesa das Estradas Públicas revelam que existem aproximadamente 776.003 automóveis a gasolina nas estradas do país, 1.068.929 veículos a gasóleo, 339.724 híbridos e 700.358 BEV.

Em declarações à Reuters, o analista sénior do think-tank CICERO, Robbie Andrew, afirma, contudo, que os 100% elétricos em breve ultrapassarão o número de automóveis a gasolina: “Se esta [tendência] se mantiver nos próximos 12 meses e tendo em conta que as vendas de automóveis a gasolina são agora insignificantes, no próximo ano haverá mais BEV na estrada do que automóveis a gasolina, e provavelmente antes do final deste ano”.

Mais uns anos e serão os Diesel a ficar para trás

Este consultor acrescentou ainda que poderá demorar mais alguns anos até que os 100% elétricos façam o mesmo aos veículos a gasóleo nas estradas norueguesas. Feitas as contas, os BEV poderão ultrapassar o número total de automóveis a gasolina e a gasóleo na Noruega já em 2029.

Em janeiro, os 100% elétricos representavam 92,1% de todos os automóveis novos vendidos na Noruega. Este valor desceu ligeiramente em março para 89,3% devido, em parte, ao aumento das taxas de juro e aos cortes nas isenções fiscais – em 2023, o governo retirou a isenção do imposto sobre o valor acrescentado aos BEV que custassem mais de 500.000 coroas norueguesas (cerca de 42 mil euros), tornando-os mais caros. Apesar desta alteração, as isenções fiscais sobre os BEV ainda custaram ao governo norueguês 43 mil milhões de coroas (3,6 mil milhões de euros) no ano passado.
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