Honda Jazz Dynamic: Imagem nova e motor 1.5 que merece atenção

Pedro Junceiro
Pedro Junceiro
Editor Conteúdos

Na sua terceira geração, o Jazz é um dos modelos de maior sucesso para a Honda. Lançado há cerca de dois anos, o pequeno utilitário com ambições de mini-monovolume da marca nipónica recebe algumas atualizações estéticas que o tornam mais dinâmico, mas esse é também um adjetivo que a marca aplicou para a versão com motor 1.5 i-VTEC de 130 CV de potência, que merece atenção para quem busca uma solução para músicas com outros ritmos.

Teoricamente, seria mais fácil incorporar o motor de 1.0 litro turbo que o Civic já utiliza, por exemplo, mas a Honda entendeu que esse bloco tricilíndrico não iria ser popular junto de mercados como o dos Estados Unidos da América e Japão (onde se vende como Fit), nos quais os motores de grande cubicagem são mais apreciados. Assim, eis o Jazz com um motor de 1.5 litros capaz de debitar 130 CV às 6600 rpm, com um binário máximo de 155 Nm às 4600 rpm.

Este motor Honda i-VTEC de 1.5 litros cumpre os exigentes requisitos de emissões da norma Euro 6 e obtém consumos de 5,4 l/100 km e emissões de CO2 de apenas 124 g/km, quando equipado com a caixa opcional CVT. A aceleração dos zero aos 100 km/h cumpre-se em bem interessantes 8,7 segundos (com caixa manual) e 10 segundos (com caixa CVT). A marca garante ainda que o sistema CVT foi revisto para fornecer respostas mais lineares e refinadas em aceleração.

As tecnologias VTEC de comando e elevação variável das válvulas e VTC de comando variável da distribuição combinam-se com a injeção direta, as aberturas de admissão com elevado efeito de redemoinho e pistões de formato otimizado, oferecendo vantagens em termos de potência e economia do motor. As reduções no peso deste motor i-VTEC 1.5 foram obtidas à custa da redução do peso da cambota e pela adoção de tampas de biela independentes.

Como se comporta?

Na estrada, este é um motor que se comporta de forma muito expedita, conseguindo proporcionar ao Jazz um fator de diversão desportiva que, no entanto, não abraça por inteiro. Mas, com ligeireza e com muita rapidez na subida dos regimes, este motor 1.5 i-VTEC faz mesmo elevar o ritmo com pujança, beneficiando ao mesmo tempo de uma caixa de velocidades com escalonamento muito curto (e ótimo manuseamento) em todas as relações, dando-lhe elasticidade nas retomas e muita competência fora da cidade, capítulo no qual o Jazz Dynamic exibe maiores e melhores atributos.

Ou seja, a Honda não quis só dar a denominação Dynamic como força de expressão, mas incutiu-lhe igualmente um crédito prestacional na forma deste bloco de 1.5 litros, que no primeiro contacto que tivemos foi até comedido nos consumos, não indo além dos 5,5 l/100 km nas populadas e caóticas estradas de Roma, em Itália. O comportamento continua a ser também um bom predicado, não só pelo correto acerto do chassis, como também por uma afinação de suspensão que é confortável q.b., mas que não evita alguma ‘secura’ quando o asfalto está feito em pedaços ou muito remendado. Esta motorização vem juntar-se à já conhecida de 1.3 litros i-VTEC com 102 CV.

Não obstante o trabalho da Honda na área da insonorização, o motor 1.5 pareceu-nos algo ruidoso, numa característica que se torna mais presente quanto mais as rotações sobem.

Estética que marca

Além do motor, o Jazz também conta com alterações no exterior, alinhando-se com as mais recentes alterações de design da família Honda e incorporam a nova frente característica de faróis e grelha com padrão hexagonal. O para-choques dianteiro é bastante esculpido e com contornos mais agressivos à volta das entradas de ar. Atrás, as seções mais estreitas estão ligadas por frisos em preto brilhante por cima da seção trapezoidal inferior, ao mesmo tempo vendo reduzidas as falsas saídas de ar dos para-choques. A marca quis, mesmo, obter linhas mais arrojadas e desportivas para esta renovação.

A nova versão Dynamic vem acrescentar um ‘splitter’ dianteiro mais fino por baixo da grelha inferior e um difusor de triplo defletor no para-choques traseiro – ambos com uma linha de estilo vermelha a sobressair no acabamento. A versão Dynamic também inclui faróis LED, faróis dianteiros de nevoeiro, spoilers nas embaladeiras laterais, um spoiler na tampa da bagageira e jantes de liga leve em preto brilhante com pneus 185/55 R16.

O Novo Honda Jazz está disponível em quatro cores metalizadas (Prata Lunar, Cinzento Shining, Azul Brilliant Sporty e Azul Skyride), duas pinturas pérola (Branco Orchid e Preto Crystal) e duas cores sólidas (Vermelho Milano e Laranja Sunset). A cor Azul Skyride é uma opção totalmente nova para o Honda Jazz e complementa as atualizações de exterior.

No interior, poucas mudanças, prevalecendo a noção de espaço bastante amplo para todos os ocupantes e elevada funcionalidade, mesmo que os plásticos sejam o denominador comum em praticamente todos os painéis. Por outro lado, a versatilidade do pequeno Honda compensa amplamente: além do sistema de bancos traseiros ‘mágicos’ (rebatimento que permite criar um piso de carga plano atrás), a bagageira oferece 354 litros com possibilidade de obter 884 no caso de rebatimento dos bancos.

Na versão Dynamic, o interior possui estofos em padrão exclusivo às riscas e volante e punho da alavanca das mudanças em pele, todos eles realçados por costuras laranja.

Preço… pesado

De série, o Honda Jazz oferece cruise control, bancos aquecidos, faróis automáticos e sistema ativo de segurança CTBA de travagem em cidade. O mostrador standard do sistema áudio tem cinco polegadas e está localizado no centro do tablier, permitindo controlar o rádio, o leitor de CD ou a música dos dispositivos pessoais, através do sistema áudio de quatro altifalantes e 180 watts.

As versões mais equipadas dispõem de sistema de infoentretenimento Honda Connect, com ecrã de 7 polegadas, câmara traseira de estacionamento, sistema de acesso e arranque sem chave, bem como com um pack de tecnologias avançadas e ativas de segurança, tais como alerta de colisão à frente (FCW), alerta de saída da faixa de rodagem (LDW) e reconhecimento da sinalização de trânsito (TSR).

Por último, os preços: as versões renovadas do Jazz 1.3 já encontram disponíveis para encomenda em Portugal com os mesmos preços, sensivelmente, enquanto a variante 1.5 i-VTEC chegará apenas em setembro e terá um preço de 23.300€. Este é um preço que acaba por ser penalizado pela fiscalidade lusa, que atira este Jazz Dynamic para um mesmo patamar – quase – do Civic, o que lhe deverá retirar muitas hipóteses de vendas… Mas, não deixa de ter o seu espaço e os seus méritos.

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