Novo Mercedes-Benz CLS: Evolução de um formato ganhador

Pedro Junceiro
Pedro Junceiro
Editor Conteúdos

Precursor de uma nova tendência entre os construtores, o Mercedes-Benz CLS surge completamente renovado para uma nova geração, mesmo que não perca um traço característico que o identifica com o seu antecessor.

Sinónimo de luxo e requinte, o CLS trouxe uma nova abordagem para o muito comum formato da berlina quando a primeira geração surgiu no mercado, em 2003, aliando um elemento de desportividade que tornou o primeiro modelo facilmente destacável entre os seus rivais, acabando por inspirar não só outros fabricantes, como também outras gamas dentro da própria companhia, como o CLA. Contudo, para o seu novo CLS, agora na terceira geração, a Mercedes-Benz ‘baralhou as cartas’ e voltou a colocá-las em cima da mesa.

A aparência não foge da já conhecida, então, mesmo que tenha diferenças evidentes e necessárias, como por exemplo a sua linha de cintura arqueada, além dos vidros laterais de geometria plana e superfície vidrada de baixo perfil. O trabalho aerodinâmico redundou num número que comprova a sua eficiência: 0.26 Cx. A grelha dianteira em padrão diamante volta a marcar presença, enquanto os faróis, agora com um formato mais largo e triangular, concorrem para uma aparência dinâmica de toda a secção dianteira. De lado, além da tal linha de cintura arqueada, nota para os vidros laterais sem moldura, ao passo que na traseira, cujo formato recorda o de um coupé, contam-se elementos característicos como os farolins traseiros bipartidos (com tecnologia LED), os quais apresentam retroiluminação Edgelight para uma aparência cristalina e efeito tridimensional.

Interior evoluído e requintado

A bordo, a marca de Estugarda procurou desenvolver o conceito de luxo e requinte, concebendo um cockpit largo e desportivo, muito por ‘obra’ também da combinação de cores que cria a impressão de um interior particularmente espaçoso. A iluminação ambiente destaca-se com as novas saídas de ventilação iluminadas que relembram as turbinas dos aviões a jato.

Tal como já sucede nos Classe E, S e no futuro A, o CLS terá ao dispor (como opcional) um esquema de duplo ecrã de alta resolução (ambos de 12.3 polegadas) instalados atrás de um único revestimento contínuo de vidro, dando assim uma sensação de continuidade. Nesses, figuram a instrumentação, num deles, e os sistemas de infoentretenimento, noutro. A consola central surge revestida em madeira porosa ou com acabamento de alto brilho.

A instrumentação pode ser configurada consoante a vontade do condutor. Podem ser selecionados três diferentes estilos em função das preferências, entre o Classic, Sport e o Progressive. Destaque ainda para a iluminação ambiente individualmente ajustável em 64 cores, incluindo a iluminação das saídas de ventilação. Quando a definição de temperatura do sistema de ar condicionado é alterada, o sistema de iluminação varia rapidamente a cor para mostrar se o ar está a ser aquecido (vermelho) ou arrefecido (azul). Nota de relevo, ainda, para os bancos, os quais foram desenhados exclusivamente para este modelo. Em função do equipamento interior, os bancos incluem pespontos transversais de elevada qualidade. Os bancos traseiros têm a mesma aparência dos bancos dianteiros, criando uma impressão de banco individual desportivo, embora o CLS Coupé seja pela primeira vez um veículo de cinco de lugares. Se necessário, os encostos dos bancos podem ser rebatidos na proporção de 40/20/40, expandindo os generosos 520 litros de capacidade da bagageira.

Motores: Todos novos

Capítulo em que as novidades abundam é no dos motores, uma vez que toda a gama é nova. No lançamento de mercado estarão disponíveis três modelos equipados com motor de seis cilindros, a começar pelo 350 d 4Matic, com 286 CV de potência e 600 Nm de binário (consumo misto de 5.6 l/100 km e emissões de CO2 de 148 g/km), passando pelo 400 d 4Matic de 340 CV e 700 Nm (consumo combinado de 5.6 l/100 km e emissões de CO2 em ciclo combinado de 148 g/km) e terminando no 450 4Matic de 367 + 22 CV (consumo misto de 7.5 l/100 km e emissões de CO2 combinadas de 178 g/km).

EQ Boost: O segredo está na eletricidade

Em relação a este último, assiste-se aqui a uma novidade interessante. O novo motor de seis cilindros em linha surge eletrificado com o EQ Boost (motor de arranque/alternador integrado) e o sistema elétrico de bordo de 48V, os quais fornecem a potência e energia necessárias ao CLS 450 4MATIC. As suas prestações: 367 CV e 500 Nm, mais 250 Nm de binário e 22 CV de potência disponíveis através do EQ Boost durante curtos períodos de tempo.

Este sistema permite uma maior eficiência do bloco térmico, auxiliando essa unidade por exemplo em fases de aceleração fortes, além de permitir uma função de ‘roda livre’ com o motor de combustão desligado, fornecendo energia à bateria através do sistema de recuperação de energia de elevada eficiência.

Classe S ‘amigo’

Tendo no Classe S o ‘suprassumo’ tecnológico, acaba por ser natural que outros modelos de topo recorram aos seus sistemas. A nova geração do CLS não é diferente e tem vários elementos em comum com o novo Classe S, como o pack Driving Assistance de sistemas de assistência à condução que assiste o condutor em função do percurso.

De série, estão disponíveis o Active Brake Assist, o Lane Keeping Assist, o Attention Assist, o Speed Limit Assist e o sistema de proteção de ocupantes Pre-Safe. O tal pack Driving Assistance, sendo opcional, é constituído pelo Active Distance Control Distronic (ou cruise control adaptativo…), assistente ativo de direção, Active Speed Limit Assist, Active Brake Assist com função de cruzamentos, Evasive Steering Assist, Active Blind Spot Assist, Active Lane Keeping Assist e Pre-Safe Plus. O Active Distance Control Distronic e o Active Steering Assist fornecem agora uma assistência mais confortável ao condutor e permitem manter uma distância de segurança para os veículos em frente e manobrar a direção com o mínimo esforço. A velocidade é agora ajustada automaticamente antes das curvas ou dos cruzamentos.

Graças aos melhorados sistemas de câmara e de radar, o novo CLS tem agora uma maior capacidade para detetar o trânsito na sua proximidade. Pela primeira vez, também utiliza os dados do mapa e da navegação para calcular o comportamento de condução. O menu “Assistance Graphics” do painel de instrumentos mostra ao condutor quais as funções de assistência que foram selecionadas e as situações perante as quais os sistemas atuam.

Suspensão: três versões disponíveis

O novo CLS está equipado com uma suspensão dianteira de quatro barras e uma suspensão traseira de cinco barras. A suspensão de molas helicoidais dinamicamente configurada está disponível como equipamento de série. Depois, há as opcionais: a suspensão Dynamic Body Control tem uma configuração básica desportiva e inclui amortecimento continuamente ajustável nos eixos dianteiro e traseiro. Estão disponíveis para seleção os modos de condução Comfort, Sport e Sport+. No topo das opções, está a suspensão pneumática Air Body Control com sistema de amortecimento adaptativo e ajustável.

O novo Mercedes-Benz CLS deverá chegar ao mercado nacional em março de 2018.

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.