Ni Amorim acusa direção da FPAK de mudar data das eleições por conveniência

Motor 24
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Redação

A temperatura para as eleições na Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), começa a aquecer. Ni Amorim, antigo piloto e cabeça de uma das listas concorrentes acusou a atual direção da FPAK e o seu presidente de mudarem a data das eleições por conveniência própria.

As eleições para os corpos sociais da FPAK foram adiadas de dia 11 de maio para 19 de junho. A decisão da Mesa da Assembleia Geral da FPAK foi anunciada dia 13 de abril e mereceu já forte repúdio de uma das listas concorrentes, a encabeçada pelo antigo piloto Ni Amorim, que acusa a atual direção da FPAK e o seu presidente Manuel Mello Breyner de “dar uma cambalhota olímpica”.

Em causa, segundo comunicado da lista de Ni Amorim está o facto da mudança da data das eleições não ter merecido consulta ou pré-aviso: “Lamentamos que Manuel Mello Breyner, porventura, numa corrida desenfreada contra o tempo e para recuperar credibilidade, absorvido com as vicissitudes da sua campanha eleitoral, tenha deixado, deliberadamente, ultrapassar os prazos legais para cumprir o Decreto-Lei 93/2014 de 23 de Junho, Artº 50 e a consequente realização de eleições a 11 de Maio. Só a falta de organização e de planeamento, para não acreditarmos noutro tipo de motivações relacionadas com a sua campanha eleitoral, podem explicar esta “cambalhota olímpica” de Manuel Mello Breyner que resulta no adiamento do ato eleitoral.”

O atual presidente da FPAK, Manuel Mello Breyner concorre para um segundo mandato e tem na lista de Ni Amorim o principal adversário. Amorim acusa ainda o atual presidente da FPAK de ter informado erradamente os clubes associados que a sua lista tinhas tacitamente concordado com a mudança de datas, conforme se pode ler no comunicado: “Ao contrário do que Manuel Mello Breyner deixa entender na missiva enviada a 17 de Abril aos associados da FPAK, na reunião de 13 de Abril promovida pela Mesa da Assembleia Geral da FPAK o representante da nossa candidatura viu, pura e simplesmente, ser-lhe comunicada a data das eleições: 19 de Junho. Ou seja, estava já, sem qualquer acordo ou negociação prévia, tudo decidido!”

A atual direção da FPAK foi convidada a pronunciar-se sobre estas acusações da lista adversária, mas até ao momento, ainda não tinha deliberado se daria resposta ao comunicado de Ni Amorim.