F1: Bandeiras azuis poderão ser abandonadas

As bandeiras azuis são amadas por uns e odiadas por outros. Os pilotos que andam na frente são os principais beneficiados e por vezes exageram na forma como exigem que os pilotos retardatários as cumpram, enquanto os pilotos que mais vezes andam na cauda do pelotão dizem que estas prejudicam a sua corrida, pois têm constantemente de sair fora da trajetória ideal (indo para a parte suja da pista), demorarem duas ou três voltas até limparem os pneus, para de seguida apanharem com mais bandeiras azuis. Isto para não falar do prejuízo que têm quando estão a lutar por uma posição e são obrigados a perder tempo para deixar passar carros.

A FIA está a estudar a possibilidade de abandonar as bandeiras azuis, uma medida que muitos defendem mas que poderá causar ondas de choque grandes. Seria uma medida claramente pouco popular perante as equipas de topo e mais bem aceite com as equipas mais pequenas.

“Houve uma conversa sobre isso”, disse Charlie Whiting. “Tem sido proposto algumas vezes. Seria imensamente impopular nas equipas e nos pilotos, é claro. É algo que está na agenda. Não foi rejeitado completamente, mas é algo que teríamos que analisar com cuidado.”

É difícil ter uma opinião unânime sobre as bandeiras azuis. Facilitam a vida a quem segue na liderança e atrapalham quem quer recuperar tempo perdido. Não é uma regra muito justa pois prejudica sempre quem está mais em baixo. Mas é também verdade que os pilotos têm exagerado nos pedidos e que por vezes estão a alguma distância e já estão a pedir a mostragem das bandeiras azuis. A não existência de bandeiras poderia a cenários menos claros ainda, com equipas mais pequenas a terem fortes ligações com equipas maiores (não se imagina uma luta muito feroz entre Red Bull e Toro Rosso, ou até Ferrari e Sauber ou Haas). Seja qual for o caminho tomado, terá de ser bem ponderado.

Autor: Fábio Mendes