Fusão WTCC/TCR em cima da mesa

Decorre esta semana no Dubai uma importante reunião que pode determinar o futuro próximo do Mundial de Turismos. Presentes estão a FIA, o promotor do TCR, a WSC de Marcelo Lotti e o promotor do WTCC, o Eurosport.

O ponto único da ordem de trabalhos é arranjar uma saída airosa para o futuro do WTCC, que deverá passar pela fusão do atual Mundial de Carros de Turismo com o regulamento do TCR, ou seja, a WTCR, sigla que já ‘vazou’.

A ideia passa por um acordo por duas temporadas, 2018 e 2019, sendo que não seria permitida a presença de equipas oficiais, exatamente como sucede no TCR internacional. A intenção passa por delinear um projeto que possa ir a tempo de ser apresentado no próximo Conselho Mundial da FIA, que terá lugar no início de dezembro.

Há muito que o WTCC procura uma saída para colmatar as saídas de dois construtores no final de 2016, a Citroën e a Lada. Os franceses preferiram o WRC e a Lada não suportou os elevados custos dos novos Super 2000 TC1.

Pelos vistos a propalada Class One não teve grande acolhimento, nem dos construtores, muito menos dos privados, procura-se agora uma fórmula em que as duas competições possam coexistir, deixando de competir uma contra a outra.

Sendo verdade que Marcelo Lotti pode parecer estar numa posição de força, o facto do WTCC ter consigo o Eurosport pode ser completamente decisivo nesta questão. Basicamente, todos ganham com esta fusão. Competir nos turismos passa a ser mais barato e o TCR ganha muita visibilidade. Basicamente, o que deverá acontecer é que Lotti irá permitir que a FIA tome conta do ‘seu’ TCR e o transforme numa Taça do Mundo.