GP Austrália F1: “Party Mode” para Vettel e a Ferrari

A conferência de imprensa a seguir a qualificação ficou marcada tensão que o assunto Party Mode provocou. Vettel disse que a Mercedes podia ter o Party Mode no sábado mas que eles iriam tentar fazer a festa no domingo. O alemão acertou na previsão. Vettel venceu o GP da Austrália, com Hamilton em segundo e Raikkonen em terceiro.

Na largada, Hamilton conseguiu segurar os Ferrari e eram os Haas que davam nas vistas, com Magnussen logo atrás dos carros da Scuderia em quarto. Seguia-se Verstappen, Grosjean, Hulkenberg e Ricciardo.

A primeira desistância do ano veio do lado da Williams, com Sirotkin a ficar sem travões na volta 6. Pouco depois era Ericsson a ficar nas boxes com o seu Alfa Romeo Sauber.

Verstappen começava a ficar impaciente e um erro na curva um originou um pião, que não teve consequências de maior, mas que o fez perder várias posições, complicando ainda mais a sua tarefa.

Os Haas mostravam excelente andamento e Bottas por seu lado não conseguia sair do fundo da tabela.

Na volta 16 nova desistência, com Gasly a ver o motor do seu Toro Rosso fazer uma nuvem de fumo que Alonso viu várias vezes no passado. O francês foi obrigado a desistir. Raikkonen foi o primeiro a parar nas boxes e Hamilton seguiu-lhe logo o exemplo. Vettel não conseguia colocar o andamento necessário para ficar na frente de ambos nessa fase mas ficou na liderança da prova ainda assim, adiando a sua entrada nas boxes.

Seguiram-se as cenas que marcaram este GP. Ambos os Haas foram as boxes e ambos saíram de lá a “coxear”, acabando por desistir. Magnussen foi o primeiro e o seu carro ficou em boa posição para ser retirado e Grosjean ficou apeado pouco depois da saída das boxes, obrigando a corrida a ficar em Virtual Safety Car. Foi nessa altura que Vettel foi às boxes e, ou por erro da Mercedes ou de Hamilton, o alemão conseguiu ficar na frente da prova. O Safety Car entrou em pista e quando regressaram as condições para o recomeço, Vettel segurou Hamilton enquanto Verstappen apertava Hulkenberg.

Bottas subiu mais algumas posições e Alonso estava agora em quinto, atrás de Ricciardo, que tentava chegar-se a Raikkonen e à frente de Verstappen que queria o lugar do espanhol.

Na frente Hamilton perdeu a paciência e atacou Vettel a 10 voltas do fim mas um erro numa curva levou-o a perder mais de 1 segundo o que hipotecou as hipóteses de vitória. Vettel segurou o primeiro lugar e as posições mantiveram-se inalteradas até ao final. Vettel venceu numa jogada estratégica feliz da Ferrari, Hamilton ficou em segundo com um erro de cálculo e Raikkonen aguentou um Ricciardo muito pressionante que não conseguiu chegar-se o suficiente ao finlandês.

Destaques para os Haas que até a paragem estavam a fazer uma corrida excelente, mas deitaram tudo a perder nas boxes. Verstappen teve uma corrida algo negativa, com vários erros que custaram caro. McLaren mostrou um nível muito positivo e a Renault ficou um pouco aquém do que se esperava. Bottas não conseguiu uma recuperação heróica mas subir de 15º para 8º foi o possível, numa pista que não favorece ultrapassagens. Force India ficou perto dos pontos mas Perez não conseguiu chegar a um nauseado Sainz que acabou a prova em dificuldades. A Toro Rosso confirmou que não está ainda perto de tentar desafiar as equipas que lutam para chegar ao top 5. Leclerc teve uma primeira corrida digna de destaque ficando à frente de Stroll no final. A Williams está mesmo mal nesta fase e tem muito para melhorar.

Vettel teve uma primeira parte de corrida longe do ritmo de Hamilton mas teve a sorte do seu lado quando o VSC surgiu em pista. Depois de estar na frente fez aquilo que melhor sabe… liderar sem cometer erros. Hamilton esteve forte mas quando passou para segundo acusou a pressão, sabendo bem que ia perder no jogo psicológico. Raikkonen parecia que estava em dia sim mas depois das paragens passou para uma posição secundária e de lá não saiu mais. Ricciardo fez uma boa corrida e mostrou vontade de chegar ao pódio mas a penalização talvez lhe tenha tirado um pódio. A McLaren fez o que prometeu… aproveitar os erros dos outros. Alonso foi muito constante e foi subindo posições até ao quinto posto. Quando chegou a hora de defender… Verstappen não teve argumentos.

Foi uma primeira corrida muito boa de seguir e com um resultado inesperado.