GP Hungria F1: Luta de três galos em Budapeste?

Depois de um excelente Grande Prémio da Grã-Bretanha que terminou com a vitória de Lewis Hamilton, o que aliado ao azar de Sebastian Vettel culminou com a redução para apenas um ponto de diferença a margem entre ambos na classificação do Mundial de Pilotos, o GP da Hungria tem ainda mais motivos de interesse. Basicamente e se reduzirmos a luta a Hamilton e a Vettel, quem ficar na frente vai liderar o Mundial depois de Hungaroring, mas esta corrida húngara tem muitos mais motivos de interesse, que somente a luta na frente do campeonato.

A primeira coisa que há para saber é como a vai reagir a Ferrari ao desaire de Silverstone e ao facto da Mercedes estar claramente a ganhar ascendente. Depois do desastre em Silverstone onde os dois pilotos da Ferrari tiveram problemas com os pneus nas últimas voltas a equipa precisa de reagir e nada melhor que um circuito com algumas parecenças com o de Monte Carlo, onde a Ferrari fez a última dobradinha.

Apesar de ser dos circuitos em que a ‘normal’ vantagem da Mercedes se esbate mais, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas continuam a ser dos principais favoritos e o inglês não quer perder a oportunidade de continuar a vencer e passar para a frente da competição antes das férias de verão. Apesar de alguma sorte com o resultado dos Ferrari na Grã-Bretanha, a F1 é assim mesmo, a balança da sorte faz parte do ‘jogo’.

Outra questão bem interessante para seguir em Hungaroring é o facto da Red Bull ter aqui das melhores oportunidades do ano para brilhar e qualquer um dos seus dois pilotos está ávido para ‘chatear’ a Mercedes e a Ferrari, e se há Grande Prémio em que podemos esperar uma luta a três equipa é na Hungria.

Por outro lado o mesmo se aplica ao resto do pelotão, as margens entre as equipas atenuam-se tendo em conta o tipo de circuito e o talento dos pilotos sobressai e nesse aspeto a McLaren tem uma nova oportunidade de marcar pontos. A Honda dá sinais ténues de estar a melhorar e se no Hungaroring não existir qualquer contratempo mecânico, os homens de Woking têm carro para o Top 10. Não há retas longas, não há necessidade de tanta potência, pois não há sítios onde gastá-la por isso a McLaren pode fazer aqui o resultado do ano. O próprio Fernando Alonso disse que “Em teoria, Hungaroring é nossa melhor oportunidade neste ano”, este é de resto o melhor circuito para o espanhol desde que está na McLaren, uma vez que foi quinto e sexto nos últimos dois anos.

Jolyon Palmer está obrigado a terminar nos pontos senão o GP da Bélgica pode ver outro piloto no seu lugar. É quase certo que isso suceda, apesar das ‘negativas’ de Cyril Abiteboul, ainda para mais com Robert Kubica a testar logo a seguir ao GP da Hungria. Uma sombra para Palmer, que dificilmente ‘sobrevive’ na F1 para lá de 2017. O piloto inglês ainda não pontuou, não tendo conseguido ficar sequer perto do nível do seu colega de equipa na Renault, Nico Hülkenberg.

De resto, acreditamos que na luta pela primazia no segundo pelotão vamos ter Sergio Perez, Esteban Ocon, Carlos Sainz, Nico Hulkenberg, Felipe Massa, Romain Grosjean e Kevin Magnussen e Fernando Alonso, os homens da Haas, ‘menos’ e Fernando alonso, pela sua categoria, talvez ‘mais’. Vamos ver como está Daniil Kvyat depois do sucedido na Grã Bretanha. Fique a conhecer os horários do Grande Prémio da Hungria de F1.

Horário

Sexta, 28 de Julho

09h00: Treinos Livres 1

13h00: Treinos Livres 2

Sábado, 29 de Julho

10h00: Treinos Livres 3

13h00: Qualificação

Domingo, 30 de Julho

13h00: Corrida

Rodrigo Fernandes