Para onde pode rumar o WRC no futuro próximo?

O Promotor do WRC, Oliver Ciesla, disse em Portugal que há neste momento três países com esperanças de entrar no WRC: Índia, Malásia e Coreia do Sul, para além da maior probabilidade de ter novamente a China e o Japão no calendário. Contudo, o alemão não falou de planos imediatos para o Quénia, Brasil, Chile e Croácia, países com que esteve em conversações.

Há muito se sabe que a FIA e o promotor do WRC quer mais provas fora da Europa e por isso fomos falar com dois dos diretores das equipas de modo a saber o que pensam relativamente a esse assunto. Michel Nandan, Diretor da Hyundai, quando o questionámos sobre que novos países ou regiões deveriam integrar o WRC foi claro: “Em termos de Marketing, a Hyundai teria interesse em ver o WRC noutras regiões do globo, nomeadamente em locais onde produzimos carros mas que não fazem parte do calendário. São os casos da América do Norte, Brasil, China, Índia ou Rússia. No entanto, atendendo à dificuldade em criar novos eventos e os custos que isso representaria, diria que se o calendário tivesse mais duas ou três provas espalhadas pelo mundo, já seria interessante para a marca”.

Quanto a Pierre Budar, Diretor da Citroën Racing, é de opinião que o aumento do número de provas que compõem o campeonato seria bem vindo…mas sem aumento de custos: “Hoje, temos 14 ralis e todos são diferentes, o que é bom para o WRC. Se quisermos aumentar o número de eventos, temos que ter a certeza que os custos não irão aumentar, por isso, o segredo é aumentar o número de provas sem incrementar os custos” começou por dizer, referindo-se depois aos novos países que na sua ideia deveriam integrar o WRC: “Os locais onde a Citroën quer dinamizar o seu negócio são importantes para nós. Japão, China, e América do Sul são lugares que a Citroen vê com bons olhos para entrar no WRC de forma a dar aí mais visibilidade à marca”.

Martin Holmes c/ Nuno Branco