Testes de F1 recomeçam amanhã: O ponto da situação até aqui…

Amanhã os Fórmula 1 estão de novo de regresso ao Circuito de Barcelona, para os segundos quatro dias de testes de Fórmula 1, e depois de tudo o que se passou na primeira semana, os próximos dias revestem-se da maior importância, porque as equipas pouco mais conseguiram fazer do que atestar a fiabilidade dos seus monolugares.

O que fizeram em termos de performance, não foi suficiente para tirar conclusões, já que as temperaturas muito baixas não espelham (em condições normais) o que as equipas irão deparar nos Grandes Prémios. Não há uma única corrida em que se esperem temperaturas como as que se viveram em Barcelona, e isso faz toda a diferença. Esta semana, espera-se tempo um pouco melhor, mas ainda muito frio, o que significa que podemos chegar a Melbourne e ali assistir a algo de muito diferente.

Um dos detalhes que mais dores de cabeça dá às equipas são os sistemas de arrefecimento, e com o frio que esteve em Barcelona, este foi só mais um pormenor que não pode ser verificado, ainda mais este ano, pois três motores é o limite antes de começar a haver penalizações.
De qualquer forma, enquanto rodaram com alguma normalidade, ficou a perceber-se que os monolugares estão este não mais fiáveis, resta saber o que acontece esta semana para confirmarmos essa impressão.

Falando um pouco de cada equipa, os homens de Brackley não sentiram dificuldades técnicas com o W09 EQ Power+, e o que se viu em pista não permite comparar bem os carros. Para já a equipa fez o melhor tempo da semana com Lewis Hamilton.

Na Ferrari, também não houve qualquer problema de fiabilidade nos dois primeiros dias, mas na sexta-feira de tarde, quando a pista ofereceu melhores condições, o piloto alemão sentiu alguns problemas com o monolugar italiano que o obrigaram a permanecer nas boxes durante algum tempo.

Na Red Bull, houve pequenos problemas a atrapalhar os planos. Max Verstappen teve uma fuga de combustível a retê-lo nas boxes durante a manhã do seu primeiro dia, voltando a passar pelo mesmo problema dois dias depois. Com isto tudo, a Red Bull completou apenas 209 voltas. Do lado da performance, também não se viu nada de especial.

A Force India só teve o seu VJM11 Mercedes pronto muito tarde, teve que fazer o shakedown já em pleno teste e isso refletiu-se. O melhor registo quedou-se pelo nono tempo.
A Williams dividiu a semana entre Sergey Sirotkin, Lance Stroll e Robert Kubica, e é das equipas que pode sofrer mais com estes quatro dias menos conseguidos, pois a inexperiência dos seu dois pilotos titulares, pode refletir-se quando tudo for a ‘sério’.

O teste da passada semana correu bem à Renault e ficou a sensação que poderá ser a equipa que mais evoluiu face ao ano passado.

A Toro Rosso Honda foi uma surpresa, mas, surpreendentemente, foi o monolugar de Faenza o que mais quilómetros somou. A explicação pode estar na menor exigência ao motor Honda até porque os registos foram modestos. Outro caso a ver.

Na Haas, altos e baixos, pois se o carro parece interessante, está para já pouco fiável.
A McLaren teve, ironicamente, menos tempo de pista, mas devido a problemas inócuos, que não são preocupações, mas que tiraram tempo aos pilotos para rodar. Quando os homens de Woking tinham que mostrar uma fiabilidade a toda a prova, acabaram por ser eles próprios a criarem os seus problemas.

Por fim, a Sauber esteve fiável, somou 283 voltas, perdendo apenas para a Mercedes, Ferrari e Toro Rosso Honda, mas em termos de cronos, não fugiram ao último lugar da tabela tempos.

Amanhã recomeça tudo, às 8h00 de Portugal continental, esperando-se que esta semana tudo possa ser diferente e seja possível tirar algumas conclusões.

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