Para Verstappen o motor Renault ainda está aquém do Mercedes e Ferrari

Antes do Grande Prémio da Rússia Sergio Perez, da Force India, disse que as equipas equipadas com motor Mercedes agora só tinham vantagem sobre os motores Honda, mas Max Verstappen já veio refutar a ideia dizendo que os motores Mercedes e Ferrari continuam superiores ao Renault.

O holandês, que deu o único pódio da Red Bull na temporada, não se mostrou muito convencido com a ideia do motor Renault estar ao mesmo nível do das duas equipas da frente. “Sei que eles estão a dar o máximo. Nós também estamos a dar o nosso máximo para melhorar o monolugar, mas ainda estamos atrás. Temos de trabalhar juntos para melhorar. Gostaria de trocar de motor um dia, e depois todos falariam de forma diferente”, disse o holandês referindo-se ao equilíbrio entre os motores que alguns dizem existir.

Verstappen disse que a Rússia será um Grande Prémio difícil para a Red Bull, uma vez que “existe falta de velocidade nas retas”. E frisou: “Não estamos ao mesmo nível nos apoios aerodinâmicos e como tal não podemos fazer a diferença nas curvas”. O holandês apontou as diferenças entre os motores, onde por exemplo a Mercedes tem vantagem na qualificação. “A Mercedes tem um modo só para a qualificação. Nas corridas eles não o podem usar, porque é impossível usar um motor daquela forma durante uma corrida. É por isso que parecemos mais próximos durante o Grande Prémio. Nós não temos um modo que nos dê mais velocidade para a qualificação”.

Verstappen revelou ainda que a Red Bull não sabe porque ficou mais próxima da frente no Bahrein. Na Austrália e na China os Red Bull ficaram a mais de 1s dos Mercedes, mas no último grande prémio a diferença desceu para os 0.7s. “Ficamos surpreendidos por estar tão próximos deles. É difícil de dizer se percebemos o porquê. Não descobrimos nada mágico que funcione”, acrescentou o holandês.

Rodrigo Fernandes/Autosport