WEC: Começa a Super Season em Spa

Começam hoje as festividades em Spa-Francorchamps, palco da primeira prova da época 2018/2019 do WEC. Depois de uma fase de indefinições e de alguns receios temos um plantel recheado de estrelas e boas máquinas.

Os novo regulamentos passam a incluir uma época de inverno (início no Outono e o grande final em Le Mans). Além disso, a divisão entre LMP1 Híbridos e não Híbridos deixou de existir, passando a haver somente uma categoria LMP1, com um sistema de equivalência de tecnologia (EoT, que pretende fazer equivaler a performance das máquinas através de restrições na quantidade de combustível usada por stint e da quantidade de energia a usar por volta) para permitir que os não-híbridos tenham as mesmas hipóteses de vitória. Nos LMP2 a fórmula manteve-se praticamente inalterada e os chassis Dallara e Ligier puderam usufruir de um Joker e melhorar os kits aerodinâmicos ao contrário dos dominantes Oreca que se tornaram no barómetro de performance da classe. Em LMGTE Pro, os motivos de interesse mantiveram-se e para 2018 estava já prevista a entrada em cena do novo Aston Martin Vantage, para substituir o já “velhinho” modelo anterior e a estreia do novíssimo BMW M8 GTE que se junta assim à já animada luta nesta classe. O Ferrari 488 também teve direito a algumas evoluções e temos assim uma classe com boas novidades. Nos LMGTE Am não houve grandes mudanças, numa classe onde o equilíbrio é palavra de ordem.

A juntar às mudanças nos regulamentos, tivemos também mudanças no calendário. Para este ano teremos uma Super- Época, com 14 meses de duração e duas passagens por Spa e Le Mans. Esta época serve apenas de transição para o formato de campeonato de Inverno (as épocas seguintes terão uma duração normal para este tipo de competição). Além disso, temos o regresso de Sebring, um palco mítico do endurance que juntará no mesmo fim de semana o WEC e o IMSA, que continuam em conversações para encontrar uma plataforma regulamentar comum de 2021 em diante e cujas conversações seguem em bom ritmo. A prova americana terá o formato de 1000 milhas (ou 8 horas no máximo).

As pontuações também foram revistas, Le Mans deixou de valer a dobrar e os pontos obtidos serão multiplicados por um coeficiente de 1.5 na prova francesa, como acontecerá em Sebring mas com um coeficiente de 1.25.

Os LMP1 são a maior fonte e novidades e os 10 carros inscritos para a época mostram que as mudanças nos regulamentos tiveram o efeito desejado. À Toyota juntaram-se a Rebellion (com dois chassis Oreca – Gibson), a ByKolles ( chassis ENSO CLM P1/01 – Nissan), a CEFC TRSM Racing (2 chassis Ginetta – Mecachrome), a SMP Racing (dois chassis BR Engineering BR1 – AER) e a Dragon Speed (BR Engineering BR1 – Gibson). Os homens ao volante das máquinas são estrelas reconhecidas mundialmente mas há um nome novo que vai atrair muitas atenções… Fernando Alonso que irá tentar juntar o título de campeão de F1 com o titulo de campeão do WEC e, quem sabe, uma vitória em Le Mans. Jenson Button também se vai juntar ao seu ex-colega de equipa no campeonato, com a SMP, mas apenas começa a época em Le Mans.

Em LMP2 teremos 7 máquinas a tempo inteiro, onde o equilíbrio será uma constante. A TDS (Oreca – Gibson) mantém a sua participação no campeonato, assim como a Signatech Alpine (Alpine A470 – Gibson) e a Jackie Chan Racing (Oreca – Gibson). Temos o regresso da Larbre Competition (Ligier – Gibson), depois de ter participado pela última vez em 2016 na Classe LMGTE-Pro. A Dragonspeed (Oreca – Gibson) marca também presença, depois do sucesso com este tipo de maquinaria no ELMS e por fim temos a Racing Team Nederland (Dallara – Gibson), uma equipa 100% holandesa. Nesta classe destacam-se alguns pilotos como Pastor Maldonado, que faz o seu regresso à competição (Dragonspeed), Giedo Van Der Garde outro ex-piloto de F1 (Racing Team Nederland), Loic Duval (TDS) entre outros.

Os GT serão a categoria que mais interesse poderá despertar. 5 marcas diferentes, 10 máquinas de valia semelhante e muita luta até ao final. Ferrari, Porsche, BMW, Aston Martin e Ford irão lutar por cada palmo e prometem corridas memoráveis. António Felix da Costa está com a BMW na estreia do piloto no WEC e no regresso da marca ao Endurance. O optimismo é grande e o piloto luso quer mostrar o seu potencial e o da nova máquina, que considera ter todas as condições para lutar pelos lugares cimeiros.

Os LMGTE Am têm nove inscritos para esta Super Season. São no total quatro Porsche, 3 Ferrari e 2 Aston Martin com uma mistura de estreantes e pilotos experimentados que promete apimentar muito as lutas em pista. Pedro Lamy continua com a Aston Martin Racing fazendo equipa com Paul Dalla Lana e Mathias Lauda. A equipa que se sagrou campeã do mundo de endurance em 2017 vai defender o seu título com a mesma máquina do ano passado.