WRC: Thierry Neuville vence o Rali da Suécia

Superado o arranque em falso do Rali da Monte Carlo, Thierry Neuville obteve a vitória no Rali da Suécia, segunda prova do campeonato do mundo de ralis 2018, e tornou-se no terceiro piloto oriundo de um país fora do Norte da Europa a vencer na ronda disputada nos troços de neve suecos e noruegueses.

O piloto belga da Hyundai foi, desde o início, um sério candidato ao triunfo. Depois de já no ano passado ter discutido os lugares da frente, Neuville conseguiu, desta feita, traduzir em resultados o bom andamento evidenciado nas estradas nevadas.

“Foi um fim-de-semana incrível. Não esperávamos ser tão rápidos mas a equipa e o carro deram-nos a hipótese de lutar pelo triunfo. Merecíamos no ano passado e ainda merecemos mais neste ano. Há mais de 200 pessoas na equipa. São dedicadas e dão-nos tudo. Estou muito feliz e motivado para os próximos ralis”, celebrou Thierry Neuville.

Thierry Neuville somou os 27 pontos (25 + 2) e assume a liderança do campeonato depois de ter conseguido 14 pontos em Monte Carlo. No total, o belga da Hyundai tem 41 pontos, mais dez do que Sébastien Ogier.

Ao contrário do que habitualmente acontece no Rali da Suécia, os pilotos nórdicos não foram superiores. Atrás de Neuville ficou Craig Breen. O irlandês da Citroën deu continuidade à evolução registada em 2017 em provas de neve. Depois do quinto lugar do ano passado, o piloto da marca gaulesa chegou ao pódio e conseguiu, até ao momento, o melhor resultado do C3 WRC.

“Desta vez não vou chorar. É espantoso. Sinto-me no topo do mundo. Tenho de agradecer a todas as pessoas que estão à minha volta. O último ano foi difícil mas os rapazes puseram as coisas a funcionar”, disse Breen após a Power Stage.

O primeiro nórdico ficou, apenas, no terceiro posto. Foi Andreas Mikkelsen que, assim, deu à Hyundai a possibilidade de celebrar o facto de ter dois carros no pódio. O norueguês andou sempre entre os da frente, mas alguns erros cometidos no sábado impediram-no de estar, de facto, na luta pelo triunfo com Neuville. Contentou-se com o terceiro posto, o primeiro a representar a Hyundai.

A Hyundai esteve muito forte na Suécia. No final do primeiro dia tinha, inclusive, os três lugares no pódio. Não conseguiu manter essa realidade até ao fim, mas, de qualquer maneira, fechou com todos os i20 WRC nas cinco primeiras posições. Hayden Paddon voltou ao campeonato, agora que tem um programa competitivo mais pequeno, mas mostrou muita confiança e velocidade para terminar entre os melhores. Só ficou o amargo de boca de cair para quinto na Power Stage.

“Irritante. Foi um pequeno erro. O carro foi abaixo e não pegava. É o que é. Apesar de tudo, muitas coisas positivas”, afirmou o neozelandês.

O primeiro Toyota foi o de Esapekka Lappi. O piloto finlandês acabou na quarta posição depois de uma demonstração de muita consistência e evolução positiva ao longo dos três dias de competição. Esteve sempre a subir e chegou ao quarto posto na derradeira classificativa. Lappi andou, com regularidade, entre os oito primeiros, cresceu troço após troço e ainda registou o melhor tempo já no último dia de prova.

Mads Ostberg voltou à Citroën e estreou-se com o C3 WRC na sexta posição. O norueguês chegou a andar no pódio logo no primeiro dia mas sentiu falta de conhecimento do carro para tirar mais partido do mesmo e teve de se contentar com o sexto posto. “Senti falta de experiência com o carro. Mas chegar aqui com meio dia de testes, ser competitivo e levar pontos para casa deixa-me satisfeito”, explicou.

Jari-Matti Latvala não conseguiu a quinta vitória na Suécia. O finlandês sentiu dificuldades em progredir com o Yaris WRC, muito por culpa do diferencial do carro que não funcionou devidamente e só foi trocado no sábado. Perante isso e depois de ser o terceiro na estrada no primeiro dia, o nórdico até se mostra satisfeito por somar os pontos relativos ao sétimo posto. O experiente piloto ficou à frente de Teemu Suninen que se apresentou, pela terceira vez na carreira, ao volante de um WRC. O finlandês foi, inclusivamente, o melhor dos Ford. Fechou em oitavo, à frente de Ott Tanak e Sébastien Ogier, nono e décimo, respectivamente.

No WRC2, Takamoto Katsuta (Ford Fiesta R5) foi o grande vencedor. O japonês deixou Pontus Tidemand (Skoda Fabia R5) a 4,5 segundos, enquanto Ole Christian Veiby, no segundo Skoda oficial, completou o pódio. Entre os concorrentes do JWRC, destaque para o duelo sueco entre Denis Radstrom e Emil Bergkvist, com o primeiro a garantir o triunfo por 7,3 segundos de diferença.

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