WTCC: O destino ‘quis’ assim, mas ainda não acabou…

A caravana do WTCC está de regresso às pistas e depois de uma ‘curta’ deslocação até ao Japão, assenta a tenda no traçado de Motegi. Depois de um fim-de-semana em que as botas e o guarda-chuva foram partes indispensáveis da indumentária, o cenário parece não ter mudado para este fim de semana que nos reserva um programa diferente do habitual.

Dois dias concentrados num só

Os alertas da meteorologia tem sido uma constante por aquelas partes do globo e o Tufão que se fez sentir na China e no Japão obrigou a organização a condensar os dias de competição devido aos atrasos nos transportes do material das equipas. Assim teremos o domingo bem preenchido com a qualificação e as corridas. Teremos apenas uma sessão de treinos no sábado e no domingo a segunda sessão de treinos, seguida da qualificação e por fim as duas corridas. Este tipo de cenário não é novo e em 2014 aconteceu algo semelhante em Pequim.

Monteiro outra vez de fora

Ainda não é desta que o português regressará às pistas. A recuperação decorre a bom ritmo mas apenas quando o piloto estiver a 100% é que terá luz verde para voltar à competição. Monteiro terá de voltar a ver as corridas pela TV e torcer para que os resultados sejam semelhantes aos registados na China. É realmente duro ver o nosso piloto com o título ali tão perto e sem poder lutar por ele. Esperemos que regresse a tempo das duas últimas provas e que consiga ainda o que todos desejamos. É uma tarefa complicada mas ainda é possível.

Guerrieri ‘promovido’

Tarquini já tinha compromissos para este fim-de-semana (estará em Adria para a prova do TCR com a Hyundai) e o escolhido para substituir Monteiro foi Esteban Guerrieri. Talvez como prémio por ter vencido a última prova e por ter mostrado um excelente nível ao longo da época, o argentino foi a escolha para a prova nipónica. Guerrieri ocupa o 7º lugar da geral e tem duas vitórias em seu nome. É um prémio justo para um piloto que merece ficar no WTCC.

Citroen cada vez mais ‘magros’

Estávamos habituados ao domínio dos C-Elysée em pista e durante 3 anos as máquinas francesas carregaram sempre bastante lastro para tentar equilibrar as contas, o que nem sempre acontecia, dada a qualidade dos carros. Os últimos resultados tem sido abaixo do esperado por parte dos pilotos da Loeb Racing e da Munnich, de tal forma que o lastro dos C-Elysée baixou para os 40Kg, o valor mais baixo desde a sua entrada no campeonato. Os Honda continuarão com o peso máximo e os Volvo irão manter-se também com os 70kg. Em condições normais serão excelentes notícias para Tiago Monteiro mas se a chuva resolver “ver de perto” as corridas, as contas ficarão de novo baralhadas e tudo pode acontecer. Mas com este lastro, os Citroen voltam a ser grandes favoritos.

Honda Civic WTCC – 1,180kg – +80kg
Volvo S60 TC1 – 1,170kg – +70kg
Citroën C-Elysée WTCC – 1,140kg – +40kg
Chevrolet RML Cruze TC1 – 1,110kg – +10kg
Lada Vesta WTCC – 1,100kg – +0kg

Kris Richard recebe o seu prémio

O piloto suíço que tem competido no ADAC TCR Germany tem agora a possibilidade de receber o seu prémio conquistado no ano passado. O piloto venceu o ETCC ao volante do Honda Civic TCR da Rikli Motorsport e ganhou o direito a participar numa ronda do WTCC. Como Guerrieri vai dar uma ajuda à Honda, o Chevrolet Cruze da Campos ficou vago e Richard vai aproveitar para sentir as sensações dos TC1. Claro que não será tarefa fácil pois o carro é bastante diferente dos TCR mas o piloto terá a hipótese de “imitar” Manuel Pedro Fernandes que no verão passado pilotou um Lada Vesta TC1 em Vila Real e fazer o melhor possível.