Streamliners: a arte de cortar o vento e de chamar a atenção

O streamlining tornou-se uma prática de design generalizada para automóveis, autocarros e vagões na década de 1930. Exemplos notáveis: o Chrysler Airflow de 1934, o sedan Nash Ambassador “Airflyte” de 1950 (com as suas distintas linhas de pára-lamas) e o Hudson Commodore. Um streamliner é, assim, um veículo que incorpora o movimento streamlining de um modo que proporciona reduzida resistência ao ar.

O funcionalismo – à época, um estilo de design líder no Velho Continente – era a antítese do movimento streamlining. Uma das razões para os designs simples verificados no funcionalismo residia na pretensão de baixar os custos de produção dos itens, tornando-os acessíveis para a classe trabalhadora europeia. Streamlining e funcionalismo representam, pois, duas escolas bastante diferentes no que se refere ao design industrial modernista.

O conceito streamlining reflectir-se-ia também em aparelhos como relógios eléctricos, máquinas de costura, pequenos receptores de rádio e aspiradores de pó. Os seus processos de criação exploraram os desenvolvimentos na ciência dos materiais, incluindo-se aqui o alumínio e a baquelite.

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