Carro-drone português chega em 2022

O Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA) anunciou que o resultado do projeto ‘Flow.me’, um carro-drone, chegará em 2022. O engenho prevê 3 componentes principais: um habitáculo, o sistema aéreo e um sistema terrestre e funde “o setor automóvel, aeronáutico e sistemas inteligentes de mobilidade”.

É um projeto ambicioso que teve um investimento global estimado de 18 milhões de euros. Os portugueses do CEiiA, liderando um consórcio que integra entidades brasileiras e outras empresas portuguesas, desenvolveram o ‘Flow.me’, um carro-drone que cruza “o setor automóvel, a aeronáutico e sistemas inteligentes de mobilidade”.

Segundo o CEiiA, o Flow.me resulta da integração de um carro autónomo com um drone, sendo possível que o engenho se desloque em estrada ou pelo ar. Imagine-se um taxi autónomo, exemplifica a organização, com capacidade para trocar automaticamente a estrada pelo céu, evitando constrangimentos no trânsito e chegando mais rápido ao destino.

“Sempre que pensamos num carro, imaginamos um veículo único, que incorpora um habitáculo, onde estão os passageiros, e um conjunto de sistemas – motor, eixos, rodas – que permitem ao veículo deslocar-se pela estrada. O que fizemos foi desconstruir este conceito, distinguindo e separando o habitáculo do sistema de locomoção. Desta forma, podemos ter vários sistemas de locomoção, adaptados aos diferentes meios, e que podem ser utilizados em estrada ou pelo ar”, explica Helena Silva, Diretora Executiva do CEiiA.

A mesma responsável acrescenta que “Com o Flow.me podemos ter, por exemplo, um sistema de locomoção rodoviário – com rodas – e um sistema aéreo – um drone – que são acoplados a um mesmo habitáculo em diferentes momentos”.

O ambicioso projeto encerra um período de trabalho de 10 anos. O ‘Flow.me’ divide-se em 3 componentes principais: um habitáculo, aproximadamente de 3 metros, onde são transportados até 4 passageiros (conforme a configuração) e a mercadoria, um sistema de locomoção rodoviário, com autonomia para 200 quilómetros e de carregamento por indução e conecção direta, e um drone, com cerca de 6 metros.

Como explicou Helena Silva, o sistema de locomoção rodoviário, dotado de tecnologia para condução autónoma, funciona como doca para acoplar o habitáculo. Está preparado inclusivamente para circular de forma independente. O habitáculo, configurável para transportar entre 2 a 4 passageiros e carga até 500 quilos, pode circular em estrada ou libertar-se do sistema de locomoção e acoplar-se a um drone semelhante a um helicóptero, circulando no ar.

Os primeiros testes serão realizados nos primeiros 6 meses de 2019, em ambiente controlado.

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