Como menos Diesel significam mais poluição…

Pela primeira vez na última década as emissões de dióxido de carbono nos novos veículos na Europa aumentaram. Esta situação resulta principalmente da fuga aos Diesel e da procura crescente por SUVS.

Tal como muitos têm vindo a avisar ao longo dos últimos anos, a criação de uma imagem negativa em torno nos Diesel começa a colocar em risco a descida das emissões na Europa. Em 2017 a média ficou nas 118.1 g/km, mais 0.3g/km do que em 2016. Apesar do aumento não ser muito expressivo, acaba por ter um grande simbolismo, pois pela primeira vez nos últimos dez anos os registos de CO2 dos novos automóveis aumentaram em relação ao ano anterior.

Um dos motivos principais para esta queda é a descida nas vendas dos veículos a gasóleo, algo que está relacionado com a imagem negativa criada em redor destas motorizações devido ao Dieselgate e, especialmente, pelas restrições à circulação anunciadas para várias metrópoles. Os registos indicam precisamente essa realidade. Embora sejam a preferência dos que procuram mais potência, com uma média de 142cv, as suas emissões médias ficam nas 117,9g/km de CO2, enquanto os gasolina têm um registo colocado nas 123,4g/km e uma potência cifrada num patamar de 123cv.

Estes valores são combinados com a própria representação das diferentes motorizações no, pois o volume de 6,77 milhões de Diesel comercializados significa uma queda de 7,9% nas vendas para os 43,8% do total do mercado. O que significa um decréscimo de 11% em, comparação ao pico de 2011 e o registo mais baixo desde 2003 (43,4%). Desta queda, a maior parte da transição dos condutores foi para os veículos a gasolina, que aumentaram as vendas 10,9% e são precisamente metade do total do mercado.

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Mas não é apenas a queda dos Diesel que coloca em risco as metas de emissões estabelecidas, pois também a crescente procura pelos SUVS ajuda a estes resultados negativos. No caso do segmento com maior crescimento, a diferença é obvia, pois mesmo com a introdução de modelos mais compactos e híbridos eles apresentam uma média de emissões de 133g/km de CO2, bem acima da média total. Daí que a Jato Dynamics, que compilou estes dados, não tenha dúvidas em afirmar que “os SUVS contribuíram para o aumento médio das emissões na Europa”.

Há que referir ainda que a fraca adesão que ainda se verifica às motorizações alternativas também não ajuda na melhoria dos resultados alcançados. Apesar de tudo, a Toyota é um bom exemplo de como eles podem vir a ser importantes no futuro. A marca nipónica tornou-se na mais “ecológica” da Europa, com uma média de emissões de 101,2g/km.

Ela obteve um registo inferior a 2016 em 2,7g/km, e há que destacar que o facto dos híbridos representarem metade das vendas ajudou neste resultado. A Toyota superou a melhor colocada do ano anterior, que era a Peugeot. A marca do leão viu as emissões crescer 2,7g/km nos seus novos automóveis para uma média as 104,5g/km. Para este valor também contribui o aumento da procura por SUVS, como o Peugeot 3008 que foi considerado o Carro Europeu do Ano em 2017.

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