Daimler ‘à margem da lei’ em 2021?

É o próprio dirigente máximo a afirmar que tem dúvidas sobre a capacidade do grupo que detém a Mercedes e a Smart conseguir cumprir as exigentes metas de emissões estabelecidas para o mercado europeu dentro de três anos.

O momento era de festa em Detroit, com a apresentação do novo Classe G e dos desportivos CLS e Classe E 53 AMG, mas Dieter Zetsche não esqueceu as nuvens negras que se avizinham. Isto porque contar com propostas como estas na gama, repletas de potências mas também com altas emissões de CO2, tem o seu impacto. E o CEO da Daimler refere que, com a entrada em vigor das novas regras de emissões em 2021, com limite de 95g/km de dióxido de carbono, “não posso garantir que estaremos em conformidade”

Ou seja, nessa altura poderemos ter a Daimler ‘à margem da lei’, o que pode significar o pagamento fortes multas pelos excessos de poluição dos seus automóveis. Este famoso responsável afirma que a redução das emissões estabelecida, das 130g/km em 2015 para apenas 95g/km em 2021, representa “um enorme desafio para toda a gente. É a nossa intenção [cumprir os limites], mas não o posso garantir”. Com as normas estabelecidas a serem de 95€ de penalização por cada grama de CO2 em excesso na frota de cada marca, isso pode significar multas bastante avultadas, em montantes de milhares de milhões de euros, para a Daimler e muitos outros fabricantes, como já demonstrado nas conclusões deste estudo.

A necessidade de reduzir emissões pode ser mais um motivo para acelerar os ambiciosos planos da Daimler na mobilidade elétrica, através da transformação da smart numa marca exclusivamente de emissões 0, o que vai acontecer brevemente, e também do lançamento da EQ. A ofensiva no mercado da submarca de elétricos da Mercedes está já delineada, e pode descobrir esses planos neste artigo.

Fonte: AutoPlus.fr