Fraude de metais atinge fabricantes no Japão

As marcas nipónicas foram afetadas pelo escândalo da Kobe Steel, que falsificou os dados relativos ao alumínio e cobre que expediu das suas instalações

Praticamente todas as marcas japonesas estão de momento a olhar para os seus relatórios, procurando saber os modelos em que foi utilizado o aço e alumínio que a Kobe Steel lhes forneceu em que não cumpria as especificações acordadas. Este, que é o terceiro maior fabricante de metais no Japão, terá enviado entre setembro de 2016 e agosto de 2017 para os fabricantes automóveis locais, e também para produtoras de aviões e até de um foguetão aeroespacial, materiais com dados relativos à resistência e força falsificados. Por isso a Toyota, Nissan, Subaru, Mazda, Mitsubishi e Suzuki estão de momento a tentar descobrir quais os carros que foram afetados.

Esta situação não tem repercussões na Europa e outras regiões, pois os metais falsificados apenas foram utilizados em carros para o mercado nipónico, Estes materiais foram aplicados nos tetos, portas traseiras e elementos periféricos dos carros, e as marcas pretendem agora saber se existem possíveis repercussões ao nível da segurança dos carros. A falsificação do cobre e alumínio foi descoberta pela própria Kobe Steels, que afirmou ter enviado estes materiais para mais de 200 companhias, e ocorreu nas suas quatro fábricas. Ao longo do período em que decorreu esta fraude, o envio de produtos falsificados representou 4% do total expedido pelo terceiro maior fornecedor de metais do Japão.

Fonte: Automotive News Europe

As marcas nipónicas foram afetadas pelo escândalo da Kobe Steel, que falsificou os dados relativos ao alumínio e cobre que expediu das suas instalações

Praticamente todas as marcas japonesas estão de momento a olhar para os seus relatórios, procurando saber os modelos em que foi utilizado o aço e alumínio que a Kobe Steel lhes forneceu em que não cumpria as especificações acordadas. Este, que é o terceiro maior fabricante de metais no Japão, terá enviado entre setembro de 2016 e agosto de 2017 para os fabricantes automóveis locais, e também para produtoras de aviões e até de um foguetão aeroespacial, materiais com dados relativos à resistência e força falsificados. Por isso a Toyota, Nissan, Subaru, Mazda, Mitsubishi e Suzuki estão de momento a tentar descobrir quais os carros que foram afetados.

Esta situação não tem repercussões na Europa e outras regiões, pois os metais falsificados apenas foram utilizados em carros para o mercado nipónico, Estes materiais foram aplicados nos tetos, portas traseiras e elementos periféricos dos carros, e as marcas pretendem agora saber se existem possíveis repercussões ao nível da segurança dos carros. A falsificação do cobre e alumínio foi descoberta pela própria Kobe Steels, que afirmou ter enviado estes materiais para mais de 200 companhias, e ocorreu nas suas quatro fábricas. Ao longo do período em que decorreu esta fraude, o envio de produtos falsificados representou 4% do total expedido pelo terceiro maior fornecedor de metais do Japão.

Fonte: Automotive News Europe

Novos desenvolvimentos

(atualização a 23/10/2017)

Na passada semana começaram a surgir rumores sobre um novo caso de alteração de informações por parte da Kobe Steel, através de uma empresa subsidiária que tem a função de cortar e processar as folhas de metal. Como se isso não bastasse, vieram a público notícias sobre o facto de funcionários não estarem a colaborar e não reportarem a falsificação à investigação interna ao problema. Por isso mesmo está a ser ponderada a criação de uma segunda comissão de análise ao problema, totalmente independente e composta apenas por membros fora da empresa.

No caso do mundo automóvel, tudo indica que os efeitos deste escândalo serão apenas mínimos, pois a Toyota, Honda, Mazda e Nissan já revelaram que não existe qualquer perigo. Segundo as investigações internas, a segurança dos veículos não foi comprometida pelos capots e outras peças de carroçaria fabricados com alumínio da Kobe Steel. A Toyota veio mesmo a público esclarecer que “confirmámos que os materiais satisfazem os requisitos de segurança aplicáveis, e também os nossos padrões internos para a segurança e durabilidade”. Uma ideia corroborada pelas três marcas acima referidas, faltando agora saber o resultado das análises internas levadas a cabo pela Subaru e outros fabricantes afetados.

Mas os problemas para a Kobe Steel devem aumentar nos próximos tempos, pois os analistas preveem que venham a surgir pedidos de indemnizações, pelo menos, de empresas americanas. Além disso, as agências de segurança para a aviação na Europa lançaram uma diretiva a pedir às empresas para suspenderem negócios com a fornecedora japonesa até que as investigações estejam concluídas.

Mas o perigo vem ainda da possível retirada por parte de empresas de certificação da ISO 9001 à empresa, utilizada a nível global como garantia de cumprimento de altos padrões no controlo de qualidade. Esta situação irá ter forte impacto no volume de negócios da Kobe Steel, pois muitas grandes empresas requisitam esta certificação ISO 9001 como requisito para fazer negócio com os fornecedores.

Na passada semana começaram a surgir rumores sobre um novo caso de alteração de informações por parte da Kobe Steel, através de uma empresa subsidiária que tem a função de cortar e processar as folhas de metal. Como se isso não bastasse, vieram a público notícias sobre o facto de funcionários não estarem a colaborar e não reportarem a falsificação à investigação interna ao problema. Por isso mesmo está a ser ponderada a criação de uma segunda comissão de análise ao problema, totalmente independente e composta apenas por membros fora da empresa.

No caso do mundo automóvel, tudo indica que os efeitos deste escândalo serão apenas mínimos, pois a Toyota, Honda, Mazda e Nissan já revelaram que não existe qualquer perigo. Segundo as investigações internas, a segurança dos veículos não foi comprometida pelos capots e outras peças de carroçaria fabricados com alumínio da Kobe Steel. A Toyota veio mesmo a público esclarecer que “confirmámos que os materiais satisfazem os requisitos de segurança aplicáveis, e também os nossos padrões internos para a segurança e durabilidade”. Uma ideia corroborada pelas três marcas acima referidas, faltando agora saber o resultado das análises internas levadas a cabo pela Subaru e outros fabricantes afetados.

Mas os problemas para a Kobe Steel devem aumentar nos próximos tempos, pois os analistas preveem que venham a surgir pedidos de indemnizações, pelo menos, de empresas americanas. Além disso, as agências de segurança para a aviação na Europa lançaram uma diretiva a pedir às empresas para suspenderem negócios com a fornecedora japonesa até que as investigações estejam concluídas.

Mas o perigo vem ainda da possível retirada por parte de empresas de certificação da ISO 9001 à empresa, utilizada a nível global como garantia de cumprimento de altos padrões no controlo de qualidade. Esta situação irá ter forte impacto no volume de negócios da Kobe Steel, pois muitas grandes empresas requisitam esta certificação ISO 9001 como requisito para fazer negócio com os fornecedores.