Jovens aceleram e bebem nos carros dos pais

Estas ações, bem como a utilização do smartphone ao volante, são hábitos que a Ford descobriu serem praticados por muitos automobilistas mais jovens quando pegam no carro dos pais.

A Ford revelou o seu mais recente inquérito destinado a descobrir os hábitos dos condutores, e desta vez foi ainda mais longe para traçar o cenário de vida dos automobilistas de menor idade. Este estudo aborda também outros factos que espelham a sociedade contemporânea, como a permanência dos jovens até mais tarde na casa dos pais e as razões para que ali se mantenham.

Os primeiros dados que se destacam são a confirmação de que 82% dos que têm menos experiência ao volante continuam a conduzir o carro de família, mesmo que 74% tenha uma viatura própria. As razões para levar o carro emprestado são essencialmente duas, a primeira pela redução dos custos (o depósito estará porventura mais atestado…) e também por assim poderem impressionar os amigos. No entanto, nem todos os jovens são bem comportados quando pegam nos carros dos papás, pois 39% confessa que conduz acima dos limites de velocidade, 35% nem informa os pais que se prepara para levar a viatura (por grande independência ou talvez com medo de não ter autorização) e 27% combina as tarefas da condução com as selfies, as mensagens e as chamadas realizadas pelo smartphone. Além disso, de referir que 6% admite que pega no carro dos seus progenitores após já ter ingerido álcool.

A Ford descobriu, com este inquérito realizado a 5003 jovens europeus que vivem na Alemanha, Espanha, França, Itália e Reino Unido, que perto de 50% dos entrevistados ainda vive em casa dos pais. A elevada taxa de desemprego jovem, os custos de arrendamento e as faltas de garantias sobre o futuro no mundo laboral são os motivos principais para que os jovens se mantenham mais tempo como parte do agregado familiar dos progenitores, o que pode significar um encargo adicional de 4300€ por ano. Quem acaba por também se ver obrigado a esforços complementares são os carros dos progenitores, que assim são obrigados a fazer uns quilómetros extra…