Nissan encerra todas as fábricas no Japão

As falhas nas inspeções finais, que foram conduzidas por técnicos não-certificados, levaram ao encerramento por duas semanas de todas as fábricas da marca no seu país natal.

As seis fábricas da Nissan no Japão vão estar encerradas por duas semanas, na consequência do escândalo da certificação de carros saídos das linhas de produção por técnicos sem autorização para essa tarefa. Para evitar a repetição desta situação, que poderá levar ao recall de 1,2 milhões de carros vendidos no Japão desde 2014, a marca optou por fechar as instalações para reconfigurar este sistema de supervisão. Garantida está para já a revisão do processo a 34000 automóveis fabricados no último mês, desde que o problema foi descoberto. Além de passar a utilizar um novo processo, a Nissan vai também separar o espaço destinado a esta certificação do resto das linhas de produção.

Este erro de certificação foi dado a conhecer a 18 de setembro pelo Ministério dos Transportes do Japão, após ter descoberto que técnicos não-certificados estavam a utilizar os selos de colegas seus com a homologação para fazer a inspeção final aos veículos acabados de produzir. Esta situação vai contra as leis do país (que não se aplicam a automóveis destinados à exportação) e o responsável por esta pasta ministerial, Keiichi Ishii, reagiu na altura afirmando que esta situação “é extremamente lamentável, causando ansiedade e abalando a base do sistema de certificação”.

A marca será obrigada a repetir os procedimentos de inspeção em pontos como o raio de viragem e a capacidade de aceleração dos modelos. Isto pode significar um custo adicional de 188 milhões de euros, se for preciso rever os referidos 1,2 milhões de automóveis, e o caso vem colocar novamente em dúvida o cumprimento no Japão das leis para o sector industrial. Apenas relativamente ao sector automóvel este é o terceiro grande escândalo nos últimos tempos, após a certificação errada das emissões na Mitsubishi e mais recentemente a fraude dos metais que afetou todos os fabricantes locais.

Fonte: Autoblog e Autocar

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