Potencial de personalização Rolls-Royce vai deslumbrar Genebra

Mesmo sem ter grandes novidades para revelar no certame que amanhã abre portas, a Rolls-Royce promete arrebatar os que visitem o seu espaço no Salão de Genebra. Para tal aposta na demonstração do potencial da sua divisão de personalização, destacando-se a primeira apresentação do ‘Spirit of Ecstasy’ produzido em ouro e também modelos com materiais raros como o ruténio.

A Rolls-Royce é provavelmente a marca para quem a individualização de cada automóvel tem maior importância, pois praticamente 100% dos seus clientes recorre a este departamento. Como tal não admira que, sem novos modelos para dar a conhecer, a marca tenha escolhido destacar a sua divisão responsável por estes trabalhos no Salão de Genebra 2018. Para tal foram escolhidos três Phantom e um Dawn, que vão demonstrar o potencial de personalização Rolls-Royce, cada um deles com características que têm tanto de espetacular como de surpreendente.

Vamos começar por aquele cujo visual tem a transformação mais visível. Trata-se do Dawn Aero Cowling, que ganha a particularidade de poder assemelhar-se a um roadster. Alcança-o com recurso a uma cobertura em alumínio e fibra de carbono revestida a pele, que pode ser retirada mas que originalmente cobre a secção dos bancos posteriores. O resultado final é sem dúvida espetacular, especialmente quando o modelo é visto pelas laterais, deixando a sensação de que ele nasceu de origem como um descapotável para dois passageiros.

O potencial de personalização Rolls-Royce chega ao novo Phantom em três criações, a primeira das quais será o ‘Gentleman Tourer’, que evoca o Phantom II Continental dos anos 30, considerados tempos áureos dos Gran Tourers. Eles eram sempre modelos de quatro portas e distância curta entre eixos, que os clientes preferiam para grandes viagens por todo o continente europeu. Partindo também da versão curta, a marca optou por uma combinação a duas cores para o exterior, onde o capot em tons de prata acetinada sobressai da restante carroçaria num cinzento Gunmetal Grey. O objetivo é dar um estilo inspirado na aviação, tal como foi encomendado por um cliente específico. A bordo tempos como destaque a utilização do ruténio, um material extremamente exclusivo (apenas são minerados 20000kg anualmente, em comparação com 2500 toneladas de ouro).


Sabia que a Rolls-Royce diz que foi a primeira marca no mundo a ter condução autónoma?


Outro dos Phantom revelados tem o cognome ‘Whispered Muse’. Aqui a ideia passa por transformar este exclusivo automóvel numa galeria de arte sobre rodas. Ele apresenta obras da designer Helen Amy Murray através do tablier que recordam os desenhos originais de Charles Sykes que deram origem ao ‘Spirit of Ecstasy’. Para ambiente ainda mais requintado, conta com um painel branco surgido após um demorado trabalho de 12 horas de polimento manual e inserções a ouro para o habitáculo. E como principal destaque surge, pela primeira vez, o símbolo na dianteira, o ‘Spirit of Ecstasy’, fabricado integralmente em ouro a sobressair numa pintura bi-tom.

O último Phantom a demonstrar o potencial de personalização Rolls-Royce no Salão de Genebra foi batizado de ‘A Moment in Time’. Este nome pretende recordar aquela imagem captada quando o carro, visto a alta velocidade, parece parado e suspenso no tempo. A bordo destaca-se uma grande placa em alumínio que captura também uma dessas situações, quando uma faixa de seda é puxada das águas e parece flutuar num movimento fluído que foi transferido para este elemento do habitáculo. A peça surge no topo de um painel dianteiro em madeira trabalhada para ter um tom precisamente idêntico ao da pintura do exterior do carro.

Veja também:

Cullinan é o nome do SUV Rolls-Royce

Concessionário Rolls-Royce mostra a cadeira mais avançada do mundo

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.