Sete anos de prisão para “conspirador principal” da Volkswagen

Considerado pelo juiz como um “conspirador principal” no esquema da fraude de emissões nos Estados Unidos, este executivo da Volkswagen terá ainda de pagar uma compensação de 400 mil dólares

Mesmo tendo afirmado, ainda ontem, que apenas seguiu as instruções superiores que lhe tinham sido dadas pelos responsáveis de topo do Grupo VW, Oliver Schmidt acabou mesmo condenado pelo seu papel nos crimes ambientais relacionados com o Dieselgate nos Estados Unidos. Preso desde janeiro, quando a FBI o apanhou num aeroporto da Flórida a tentar escapar para a Alemanha (o que evitaria a sua extradição), este antigo funcionário do consórcio germânico foi condenado a sete anos de prisão, tendo ainda de pagar uma compensação no valor de 400.000$ (perto de 340000€). Esta decisão foi bastante mais penalizadora do que pedia a defesa de Schmidt, que se considerou culpado dos crimes mas pedia que apenas fosse preso 40 meses e pagasse 100.000 dólares.

Para a justiça americana não restaram dúvidas sobre o papel que desempenhou o antigo membro do Departamento do Ambiente e da Engenharia. Em agosto de 2015 Schmidt esteve reunido com autoridades do Estado da California, onde foi desencadeado o Dieselgate, e procurou ludibriar as autoridades sobre a existência do software que alterava o comportamento dos motores. O juiz acusou-o, por isso, de ser “um conspirador principal no esquema para defraudar os Estados Unidos. Viu isto como a sua oportunidade para brilhar”. O próprio grupo germânico também já foi condenado também por este escândalo de emissões no Estados Unidos, o que resultou numa coima de mais de quatro mil milhões de euros para a empresa.