Foram revelados os primeiros dados da investigação do acidente mortal que aconteceu no início da semana, nos Estados Unidos, e que teve no centro um carro autónomo testado pela Uber. De acordo com a polícia local, a investigação inicial aponta para que a Uber não seja considerada responsável pelo acidente.

Elaine Herzberg, habitante da cidade de Tempe, na estado americano do Colorado, estava a circular à noite, empurrando uma bicicleta carregada de compras, quando foi colhida pelo protótipo da Uber. Sylvia Moir, chefe da polícial local, confirmou que as câmaras do carro foram analisadas e que a vítima, de 49 anos, desviou-se de repente para a estrada e que “seria muito difícil para o condutor evitar a colisão, tanto em modo autónomo como normal, tendo em conta como a vítima apareceu das sombras para a estrada”.

O carro da Uber estava a circular a uma velocidade a 38 milhas por hora (61 km/h) numa zona de 35 (56 km/h), e encontrava-se em modo autónomo quando colheu a vítima. Ao contrário do que foi reportado anteriormente, a vítima não estava a atravessar uma passadeira, a mais próxima estava a cerca de 100 metros. A chefe de polícia confirma que “numa primeira análise, a Uber não aparenta ter culpa deste acidente”.

As autoridades americanas de tráfego vão prosseguir com a sua própria investigação, dada a necessidade de reagir rapidamente a incidentes que possam ser causados direta ou indiretamente pela presença de carros autónomos na estrada.