As células de combustível, que usam hidrogénio para mover um veículo sem emitir poluição, continuam a ser uma tecnologia cara, razão porque este tipo de motor nunca conseguiu impor-se no mercado, apesar de ser alvo de pesquisa constante desde os anos 90. Mas uma técnica decorativa usada desde o tempo do Antigo Egito revela a solução para tornar as células de combustível bem mais baratas do que atualmente.

Análises aos tesouros encontrados no túmulo do faraó Tutankhamon revelaram que artesãos egípcios usavam a técnica de banho de ouro sobre outros metais para atingir o mesmo esplendor com um uso muito menor (e consequente redução de custos) de metais preciosos. Agora, uma equipa de investigadores da Universdade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, usou a mesma técnica no catalizador usado em células combustíveis, cobrindo um núcleo de cobalto com uma camada de platina.

O cobalto é coberto por uma camada de platina de apenas um nanómetro, cerca de 100 mil vezes mais fino que um cabelo humano, e essa quantidade não só é suficiente para obter a mesma reação catalizadora para extrair energia das células de combustível, como esta tornou-se dez vezes mais eficiente. A equipa da Johns Hopkins também conseguiu bloquear a reação galvanazidora que levava à oxidação do metal não-precioso, fundindo monóxido de carbono ao cobalto.