Se o planeta está a aquecer, muitas áreas vão ser desertificadas, o que significa que as populações locais de muitos lugares remotos vão ter problemas em encontrar água. E como esses lugares remotos também não vão ter acesso a eletricidade, vai ser necessária tecnológica que não tenha qualquer consumo de energia. Felizmente, já não é preciso procurar, pois este coletor de condensação consegue criar água a partir do ar, e não é preciso ligá-lo a nada.

Um grupo de investigadores da Universidade de Berkeley, que já tinha avançado com a ideia em 2017, acabou de construir um protótipo funcional, que apenas precisa de estar exposto ao ar a e ao sol para começar a extrair água da atmosfera. O aparelho opera à temperatura ambiente, aproveitando energia solar, sem fontes adicionais, e consegue extrair 200 milímetros de água do ar por cada 24 horas, com humidade de 40 por cento durante a noite e de 8 por cento durante o dia.

A peça central é uma estrutura metalorgânica, um material bastante poroso, baseada em zircónio, um metal bastante caro. Os 200 ml foram obtidos um quilograma da estrutura metalorgânica (vulgarmente conhecida como MOF, “metalorganic framework” em inglês), pelo que o grupo de cientistas avança que basta aumentar a quantidade do material para recolher mais água. Mas os investigadores da universidade americana já estão a trabalhar numa MOF baseada em alumínio, que será 150 vezes mais barata, e poderá absorver o dobro da água a partir do mesmo peso, sempre em 24 horas.