As empresas de transportes independentes prometem ser as primeiras a utilizar a implementar a condução autónoma nos seus serviços. A Lyft, uma concorrente da Uber, até já está a testar esta tecnologia, tendo unido esforços à Aptiv (ex-Delphi, que agora é só o nome de uma subsidiária) para criar uma rede de táxis autónomos, todos modelos BMW 540i, e todos facilmente reconhecíveis pelas jantes laranja.

A Aptiv pretende ser uma das primeiras empresas a desenvolver tecnologia prática para a automatização da condução, inspirando-se nos pilotos automáticos da aviação, que são obrigatórios em todas as aeronaves comerciais, mas reconhecendo que a condução à superfície é mais complicada, com uma série de variáveis que vão obrigar o sistema autónomo a “pensar”.

Para os BMW 540i que foram usados pela Lyft em Las Vegas, a Aptiv desenvolveu um sistema que inclui quatro LiDARes de curto alcance e cinco de longo alcance, seis radares de longo alcance e quatro de curto alcance, uma câmara trifocal e outra para reconhecimento de sinais, duas antenas de GPS e uma de onda curta, e dois computadores (redundantes um em relação ao outro) para fazer análise em tempo real.

No CES, os táxis autónomos tiveram sempre um operador humano, mas este quase não tocava no volante. Apenas conduzia para manobras de estacionamento e parques, algo a que a Lyft foi obrigada. A Lyft oferece os dados de condução dos seus carros à Aptiv, e poderá ser das primeiras a beneficiar da automação de quinta geração legal, eliminando a necessidade de ter condutores.

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