Células de combustível usando hidrogénio, baterias de lítio e baterias de estado sólido são consideradas as tecnologias para um futuro onde os meios de transporte são mais verdes. Mas existe uma alternativa, que poucas marcas estão a desenvolver: o carro movido a ar comprimido.

Esta tecnologia existe desde 1904, quando foi usada para movimentar torpedos. No entanto, embora tenha sido testada para automóveis em 1920, apenas a questão das emissões poluentes nas últimas duas décadas tem levado a alguma pesquisa na área, através da Motor Development International, ou MDI. Esta empresa luxemburguesa foi fundada em 1996 por Guy Nègre, antigo engenheiro de Fórmula 1, e a Tata foi a única marca que mostrou interesse, prometendo um carro funcional para 2020. Este vai ser baseado no protótipo MDI One Flow Air, apresentado no Salão de Genebra em 2009.

A vantagem é que o ar comprimido, como não é queimado, não emite gases poluentes. Um motor seria muito mais barato de produzir, pois não teria refrigeração, velas, motor de arranque ou silenciador de escape. Além do mais, o ar usado, como ficaria mais frio, poderia ser reciclado pelo ar condicionado.

A principal desvantagem é que o ar comprimido tem apenas um décimo da energia potencial de uma bateria elétrica. Embora o falecido Nègre (morreu em 2016) apontasse uma autonomia potencial de 800 km, na prática esta seria apenas um terço do registado num carro elétrico. E existem outros pequenos problemas, por exemplo, o ar teria ser completamente desumidificado (qualquer partícula de água poderia transformar-se em gelo) antes de colocado no reservatório e aquecido antes de ser usado no motor. Além do mais, pode não consumir eletricidade diretamente, mas consome quando eletricidade é usada para comprimir o ar.

 

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