Os cartéis de droga que operam no México costumam estar bem equipados em termos de armamento, dificultando seriamente o trabalho das forças de segurança, que muitas vezes veem-se frente a frente a verdadeiros exércitos. Mesmo assim, estas organizações criminosas têm por vezes que mudar de táticas, e agora estão a usar drones para atos de guerrilha.

Um grupo associado a um cartel foi detido recentemente pela polícia mexicana na cidade de Guanajato, tendo na sua posse um drone que tinha sido modificado para carregar uma bomba, denominada localmente como “papabomba”. Este tipo de táticas foi importado da Colômbia mas também tem sido usado na Guerra Civil no leste da Ucrânia, bem como em vários pontos de conflito no Médio Oriente onde estão presentes organizações terroristas como o Estado Islâmico.

Os traficantes adquirem um drone comercial, que pode ser adquirido em qualquer loja especializada ou num centro comercial, e fazem-lhe pequenas modificações para carregar com um engenho explosivo de pequenas dimensões, que depois é largado no local designado e detonado remotamente com um sinal de rádio. As “papabombas” incluem materiais como pregos e parafusos, que se tornam estilhaços metálicos viajando a grande velocidade, e aumentando os danos causados a pessoas nas imediações da explosão.