Um dos ingredientes para a implementação dos automóveis autónomos e da sua comunicação com infraestruturas poderá ser um novo tipo de microprocessadores desenvolvidos pela CogniFiber. A firma israelita foi finalista na competição de startups do Mobile World Congress, em Barcelona, onde apresentou um novo tipo de chip de realidade virtual, que vai transmitir informação muito mais depressa consumindo menos energia.

A CogniFiber não criou o chip com o objetivo de utilizá-lo em automóveis, mas sim em entretenimento, como videojogos, onde a imersão passará a ser total no futuro. No entanto, para transmitir a quantidade necessária de dados necessários para criar um ambiente realista, vai ser preciso consumir até quatro vezes mais eletricidade do que acontece hoje em dia.

Os chips de realidade virtual da empresa israelita vão poder usar fibra para condensar todos os dados numa transmissão contínua, em vez de apenas transmiti-los de ponto A ou a B. A comparação é que, em vez de ir de avião para a próxima reunião, uma pessoa pode ter muitas reuniões ao mesmo tempo durante o voo. Em automóveis, estes chips poderão acelerar a perceção ambiental das inteligências artificiais dos carros autónomos, sem obrigar a um aumento gigante de consumo de energia.