Ocasionalmente, as equipas de Fórmula 1 entram no “mundo real” do automóvel com projetos especiais. Nos anos 90, a Williams ajudou a Renault a criar uma versão especial do Clio, na época com uns “explosivos” 150 cv. Hoje, a equipa fundada por Frank Williams tem uma divisão de projetos especiais, apresentando uma base técnica que pode ser aproveitada por qualquer construtor automóvel para criar um carro elétrico.

A Williams Advanced Engineering é a responsável pela bateria usada em corridas pelos carros de Fórmula E. Aproveitando essa experiência, criou uma plataforma chamada FW-EVX, que já inclui uma bateria de 80 kWh (mais eficiente que as baterias usadas na maioria dos carros elétricos atuais), um máximo de quatro motores que podem ser ligados às quatro rodas, a direção e a suspensão, com triângulos duplos à frente e atrás.

Pesando 955 kg, a plataforma pode ser vendida a qualquer marca interessada, mesmo fora do mundo automóvel, que tem apenas que desenvolver uma carroçaria e um interior que pode ser montado em cima da plataforma técnica. A construção do chassis e localização das baterias permitem-lhe atuar como estrutura de absorção de energia, em termos de segurança. As dimensões e potência do chassis rolante da Williams apontam para um potencial uso em carros de luxo ou num SUV de grandes dimensões.