A SpaceX voltou a atrasar o primeiro lançamento do Falcon Heavy, que promete tornar-se o foguetão com maior capacidade de carga e de aceleração do mundo. O projeto mais ambicioso da SpaceX capturou a imaginação dos fãs de Elon Musk, que prometeu que o Falcon Heavy vai ser usado para missões a Marte, e que o seu primeiro voo vai colocar o Tesla Roadster de Musk em órbita do planeta vermelho.

Vários fatores têm contribuído para o atraso do primeiro lançamento do foguetão reutilizável, que devia ter sido feito em 2016, foi atrasado várias vezes em 2017 e agora está previsto para os primeiros meses deste ano. A Spacex tem tido dificuldades em fazer com que todas as fontes de alimentação trabalhem em conjunto, o que já resultou numa explosão em 2016. O uso da plataforma de lançamento no Centro Espacial Kennedy para outros projetos também contribuiu para alguns atrasos. E mais recentemente foram citados problemas de “segurança e logística”.

Mais recentemente, a NASA também demonstrou preocupação com a proteção das cápsulas que vão ser usadas no foguetão, o que poderia colocar em causa o uso do Falcon Heavy por astronautas. A longo prazo, Elon Musk quer colocar uma missão humana em Marte. O reforço da cápsula contra impactos poderá implicar peso adicional e reduzir a capacidade de carga que o foguetão reutilizável poderá carregar.

Elon Musk quer dizer ao mundo que o seu foguetão vai ser o que tem mais capacidade de aceleração no mundo, com os 27 motores a gerarem 24.681 kN de força, o que mesmo assim ainda o deixa longe dos 33.000 kN do Saturn V usado na viagem da Apollo 11 à Lua. E quanto mais a SpaceX se atrasa com o lançamento, mais se arrisca a ver o seu recorde batido antes do Falcon Heavy deixar a atmosfera, pois a NASA está a trabalhar no seu próprio SLS (Space Launch System), que deverá ser lançado em dezembro de 2019 (13 meses depois da data prevista) e deverá ter uma aceleração de 32.000 kN.

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