Os carros elétricos vão ser normalizados no futuro. Isso significa a morte do velho motor de combustão interna a queimar gasolina, certo? Bem, talvez não. Uma alternativa à gasolina pode ser o hidrogénio, mas tem sido difícil a sua implantação. Mas agora há uma alternativa, e o Instituto de Tecnologia da Universidade da Georgia propõe o uso do motor de combustão para transformar metano em hidrogénio.

A nova tecnologia chama-se Reator CHAMP, um acrónimo simples com um nome complicado: CO2/H2 Active Membrane Piston. Basicamente, este aparelho serve como catalizador, com uma membrana separadora, extraindo o hidrogénio para ser usado como combustível e absorvendo o dióxido de carbono. O hidrogénio pode depois ser usado em automóveis, mas também em centrais de produção de energia elétrica, de gás natural ou em células de combustível caseiras.

Este sistema torna a produção de hidrogénio viável, por poder funcionar a temperaturas muito mais baixas que o habitual, consumindo menos água. O sistema funciona como um regular motor de combustão interna. O metano e vapor são direcionados através de uma válvula para a câmara de combustão do cilindro; o pistão sobe e desce, comprimindo o metano; a uma temperatura de 400 graus, o metano é separado em hidrogénio e dióxido de carbono; em vez de sair pelo escape, sai por uma membrana que deixa o hidrogénio passar e retém o CO2.

Embora possa recorrer ao álcool metanol, o seu combustível original ideal é o metano, cuja principal fonte é a flatulência das vacas. Pare de rir, não é uma piada. Existem mais de mil milhões de vacas no planeta, e o metano que expelem é uma das principais contribuições para o efeito de estufa na atmosfera e para o aquecimento global, tão perigoso em excesso como o dióxido de carbono. Assim, é possível fazer duas coisas, reduzir as emissões poluentes e criar um combustível ecológico, de uma só vez.