O reator de fissão é a máquina que gera energia nuclear. Já o reator de fusão, que teoricamente seria mais seguro e ainda mais eficiente, tem sido uma espécie de eldorado no setor da energia. Mas este último poderá finalmente estar a caminho de se tornar realidade, com um projeto em andamento da empresa aeronáutica Lockheed Martin.

O reator de fissão usa a energia da desagregação dos componentes de um átomo, enquanto o reator de fusão faz o contrário, colidindo átomos, tal como acontece com o Sol. A empresa americana anunciou em 2014 que ia construir um protótipo para um reator de fusão compacto, que seria mais fácil de colocar a funcionar, e que seria capaz de gerar o triplo da potência de um gerador nuclear.

A Lockheed Martin já garantiu a patente e poderá estar perto de desvendar, através da sua famosa divisão de pesquisa Skunk Works, um reator pequeno o suficiente para caber numa divisão de um apartamento, tornando mais fácil direcionar a energia. A ideia da empresa americana é ter um reator de pequenas dimensões que será capaz de fornecer energia a um porta-aviões, deixar um avião um ano no ar fio sem parar, ou até dar energia a uma cidade de 100 mil pessoas, sem poluição. Este reator também poderá ser o segredo para os programas de viagens espaciais do futuro.