Foi em 2016 que engenheiros agrónomos da Universidade Harper Adams, em Newport, na Inglaterra, decidiram tentar cultivar um campo agrícola sem qualquer intervenção humana direta. Hoje, mais de um ano depois, o projeto Hands Free Hectare já plantou a sua segunda colheita de cereais, e tudo feito com aparelhos autónomos. Até aqui, apenas algumas funções estavam automatizadas na agricultura.

O grupo de trabalho, composto por três investigadores universitários, juntou-se à Precision Decision para criar os sistemas necessários para colocar os aparelhos necessários. O objetivo era cultivar um terreno de um hectare com cevada durante o inverno, usando ferramentas usadas tipicamente na agricultura mecanizada e modificadas para poderem trabalhar de forma autónoma.

O sistema autónomo foi testado num veículo todo-o-terreno, antes de ser adaptado a um trator e a uma ceifeira-debulhadora. O trator, que seguia um drone para navegação, teve que ser reconfigurado para trabalhar com um arado e com um pulverizador, conforme as necessidades, por isso teve alguns problemas para trabalhar de forma eficiente. Em setembro do ano passado, foram colhidas quatro toneladas e meia de cevada.

O Hands Free Hectare já colocou no solo a sementeira para trigo, que será colhido na primavera. O trabalho focou-se essencialmente em garantir que o trator conseguia trabalhar mais depressa e em linha reta. O objetivo final deste programa é demonstrar que os donos de terrenos agrícolas podem gerir um conjunto de máquinas sem necessidade de se exporem aos elementos.

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