Certas atividades económicas vão, eventualmente, substituir os seus trabalhadores humanos por máquinas inteligentes, por estas serem, teoricamente, mais eficientes. Na maior parte dos casos, espera-se resistência por parte dos trabalhadores, mas neste caso em particular há uma indústria que necessita urgentemente de robôs, pela falta de pessoas capazes de fazer o trabalho. É o caso da construção civil, no Japão.

O número de idosos no Japão, com idade superior a 65 anos, já ultrapassou os 25 por cento e vai subir até aos 40 por cento até 2025. Com a população a sair do mercado de trabalho sem substitutos, a indústria da construção civil começa a ter falta de mão-de-obra para continuar a funcionar, e começou a procurar robôs que sejam capazes de cumprir as várias funções necessárias à construção de uma estrutura.

Já existem projetos neste sentido, como uma máquina soldadora automática que está a ser testada pela Shimizu, mas vai ser difícil desenvolver máquinas que estejam à altura das necessidades dos empreiteiros. Mais do que fazer um trabalho específico, as máquinas vão necessitar de se mover de um lado para o outro na construção, incluindo subir de um andar para o outro, e não existe nenhuma inteligência artificial que permita a uma máquina mover-se no ambiente de um espaço de construção.