Enquanto estão em desenvolvimento os sistemas que vão ser usados no futuro automóvel autónomo, os principais obstáculos que se anteveem para o futuro são a energia necessária para as inteligências artificiais dos carros, a largura de banda necessária para a comunicação entre carros e infraestrutura e o comportamento errático e imprevisível de um ser humano. Mas afinal o maior obstáculo poderá ser nada menos que o Sol.

Para funcionarem nas estradas sem qualquer interferência humana, os automóveis vão necessitar de software de reconhecimento dos limites da estrada para manterem a sua direção, mas grande parte da sua navegação vai ser baseada em GPS, com comunicação através de satélites. E embora não seja comum, ocasionalmente os satélites perdem as comunicações com a superfície da Terra devido a tempestades solares.

Esta atividade cósmica acontece quando a Sol sofre uma erupção, expelindo da sua corona grandes quantidades de partículas subatómicas, carregadas de eletricidade e campos magnéticos. Quando estas partículas passam pela Terra, tipicamente causam interferência em sistemas de comunicação, e enquanto a superfície terrestre é protegida pelo campo eletromagnético do planeta, os aparelhos em órbita são muito mais vulneráveis.

Felizmente, esta atividade solar acontece em intervalos regulares, a cada 11 anos, e o último foi em 2014. Isto dá aos criadores de tecnologia autónoma até 2025 para resolver o problema, esperando-se que aconteça sob a forma de sistemas de redundância, que iriam fazer o carro circular com base apenas em câmaras, radar e LiDAR, ou parando em estado de emergência, evitando acidentes.