À primeira vista, a Tesla e a SpaceX não têm nada em comum, exceto serem ambas comandadas por Elon Musk. Mas a Tesla anda com os pés (ou melhor, as rodas) bem assentes no chão, e a SpaceX aponta o seu destino rumo às estrelas. Mas as duas empresas estão mais integradas do que aparentam. Um departamento sem nome é partilhado pelas duas companhias, dando origem a novos materiais que podem ser usados dos dois lados.

Charles Kuehmann é o responsável pela criação destes novos materiais, ocupando cargos tanto na SpaceX como na Tesla. A sua divisão, informalmente conhecida como SpaceX/Tesla Materials Engineering, está a investigar novas ligas usando metais distintos como alumínio, cobalto, cobre, ferro, molibdénio, níquel, nióbio, titânio e volfrâmio. Mas cada projeto é feito à medida das necessidades de uma companhia em detrimento da outra, o que ajuda a estabelecer a propriedade intelectual de novos desenvolvimentos.

Em termos práticos, a tecnologia partilhada entre a Tesla e a SpaceX é pouca. O SpaceX beneficiou da política de redução de custos que é habitual na indústria automóvel, procurando maximizar a eficiência dos sistemas. A Tesla, por seu lado, tirou proveito da tecnologia de soldadura empregue pela empresa aeroespacial. Mais recentemente, ambas as empresas partilharam a liga batizada como inconel, resistente a altas temperaturas, razão porque é usada para revestimento dos motores do Falcon9 e como condutor nas baterias usadas nos Tesla Model S e Model X “Ludicrous”.