A Uber está a passar por mudanças, com vista a garantir a saúde financeira da empresa. A Uber perdeu a guerra contra a União Europeia no que diz respeito à sua forma de operar no mercado europeu, mas também tem sido alvo de investigações federais nos Estados Unidos, de um processo sobre segredos industriais, e necessitou de se livrar de alguns negócios paralelos, para estancar a hemorragia de mais de mil milhões de dólares por trimestre.

A tábua da salvação é um consórcio liderado pela SoftBank, uma empresa japonesa de investimentos. Esta vai adquirir cerca de 17,5 por das ações da Uber (15 por cento para si e o restante dividido pelos outros investidores), por um valor que reduz o valor da companhia de 68 para 48 mil milhões de dólares (56,5 para 40 mil milhões de euros), mas também garante um investimento adicional de 1,25 mil milhões de dólares (mil milhões de euros).

Entre as mudanças, a Uber vai vender o seu negócio de aluguer de longa duração, denominado Xchange, que só operava nos Estados Unidos. Isto deverá garantir uns 400 milhões adicionais para as contas da empresa. A chegada da SoftBank também traz a possibilidade de fusão com várias empresas que concorrem com a Uber, controladas pela empresa japonesa. Entre estas estão a indiana Ola, a chinesa Didi e a brasileira 99.