WRC: FIA admite que ordem de partida foi “longe demais”

A FIA admitiu que a ordem de partida tantas vezes criticada por Sébastien Ogier em 2016 foi “longe demais”. Jarmo Mahonen, responsável para os ralis do organismo, reconheceu o erro e garantiu que serão votadas mudanças no próximo Conselho Mundial, marcado para esta quarta-feira.

O regulamento deste ano obrigava o líder do campeonato a abrir a estrada em todas as provas do WRC durante os dois primeiros dias da competição, com a partida para o último dia a ser feita pela ordem invertida da classificação na prova. Uma desvantagem nos ralis de terra, queixou-se o tetracampeão Sébastien Ogier ao longo do ano, com o apoio de pilotos como Andreas Mikkelsen.

Apesar de tal ter permitido que existissem seis vencedores distintos (Ogier, Latvala, Paddon, Meeke, Mikkelsen e Neuville) em 2016, potenciando assim uma diversidade nunca antes vista, a situação provocou ao mesmo tempo uma certa falta de harmonia entre equipas e pilotos. Ogier chegou até a ameaçar sair do campeonato, mas as novas regras deverão acalmá-lo:

“Eu fui o arquiteto desta decisão de mudar as regras para 2016 e penso que me excedi um pouco. Falei com todos os pilotos  e todos estão a favor de uma mudança no próximo ano. O que tivemos este ano foi um pouco longe demais”, revelou Mahonen ao Autosport britânico.

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André Bettencourt Rodrigues / Autosport