Créditos: U.S. Air Force/ 1st Class Ridge Shan

O mais recente avião de combate da Força Aérea Americana, o Lockheed Martin F-35 (na sua variante A) está cada vez mais perto de ser utilizado em ações militares reais, tendo cumprido com distinção o teste de combate aéreo conhecido como Red Flag.

Segundo o site Aviation Week, o novo caça obteve um resultado muito positivo com o abate de 15:1, ou seja, 15 inimigos desabilitados por cada F-35A destruído, com os responsáveis da USAF a revelarem que estes resultados foram alcançados com uma série de elementos novos adicionados ao teste que se realiza na Base Aérea de Nellis, no Nevada, dando-lhe assim ainda mais valor.

Se anteriormente não eram tidos em conta efeitos de confusão dos sistemas de radar, ameaças aéreas de diversos tipos e baterias de mísseis anti-aéreos, no mais recente teste realizado no Nevada esses efeitos foram aplicados para tornar o cenário de combate muito mais realista.

“No passado, os efeitos não-cinéticos não estavam totalmente integrados na luta cinética. Esta integração num ambiente de exercício permite aos nossos responsáveis de planeamento e combatentes perceber como integrá-los, perceber as suas capacidades e limitações e prepararem-se para utilizarem esses recursos combinados contra os nossos adversários”, referiu em comunicado da Força Aérea, o Coronel Robert Cole, da vertente cibernética daquele departamento militar.

As capacidades militares e de atuação do F-35A vai além da simples destruição de alvos, já que também consegue recolher informações preciosas e passá-las para outros aviões ou centros nevrálgicos militares, oferecendo dessa forma uma visão mais completa do cenário de combate e melhorando a sua capacidade de defesa. Graças a essa capacidade, o F-35A reveste-se de uma importância ainda maior, concedendo uma visão global das operações que até aqui eram quase inéditas.

A entrada em ação do novo F-35A, que irá tomar o lugar dos F-16, deverá ocorrer ainda este ano.