A automação pode ser um perigo para muitos dos empregos do futuro, especialmente os relacionados com a indústria e manufactura. Com vários relatórios a apontar para uma possível redução do número atual de empregos disponíveis em 50 por cento até 2030, Elon Musk, criador da Tesla Motors, juntou-se ao grupo de industrialistas defensores do rendimento básico universal.

O rendimento básico universal é uma proposta de vários setores da sociedade para oferecer ao público um rendimento garantido de valor suficiente para garantir todos os custos básicos de sobrevivência. A sua implantação tem como principal dificuldade a fonte de financiamento, uma vez que, sem trabalhar, a maior parte da população não iria contribuir para a coleta de impostos.

No entanto, numa convenção na Cimeira Mundial de Governos, no Dubai, Elon Musk reconheceu, na semana passada, que “vai ser necessário. Vão ser poucos os trabalhos que não vão poder ser melhor feitos por um robô. Não é algo que eu espero que aconteça, mas é algo que acredito que vai acontecer”. Além de Musk, a lista de apoiantes do rendimento básico universal inclui Chris Hughes, co-criador do Facebook, Albert Wenger e Bill Gross, donos de firmas de investimento em capitais de risco, e Ray Kurzweil, criador da futurista Universidade da Singularidade.

Musk acrescentou que “com a automação, tudo vai ser muito mais barato”, tornando a redistribuição monetária viável sob a forma de impostos, mas não tem resposta para o que as pessoas podem fazer para se sentirem realizadas. Kurzweil propôs, em resposta que “poderiam dedicar-se às suas paixões”.

M. Francis Portela