F1: À procura de uma solução para Silverstone

Os responsáveis da Fórmula esperam que os organizadores do Grande Prémio da Grã-Bretanha ativem a cláusula de suspensão da prova, deixando pela primeira vez o país sem prova no calendário em 2019 caso não seja conseguido um acordo. Uma fonte próxima da Liberty Media diz que a Formula One Management (FOM) se ofereceu para tomar conta da corrida durante cinco anos, absorvendo as perdas anuais, que se calcula estarem ente 1,137 e 3,410 milhões de euros.

A oferta feita pela FOM deverá atrasar o prazo dado para uma responsa, que era inicialmente o final de julho, para permitir mais de tempo de negociações entre os donos da F1 e os proprietários de Silverstone, o British Racing Drivers Club (BRDC), que receia a subida do ‘fee’ anteriormente acordado com Bernie Ecclestone. Argumenta que a suspensão poderá permitir temos de contrato mais favoráveis. Silverstone recebeu o primeiro Grande Prémio britânico em 1950 e tem um contrato até 2016, com uma cláusula de suspensão a partir de 2019 que tem de exercer com dois anos de antecedência.

O Grande Prémio da Grã-Bretanha de 2017 inicia-se dentro de uma semana, e Sean Bratches, o responsável comercial para a F1, já disse que a prova é uma das ‘jóias da coroa’ da disciplina, mostrando uma clara intenção da Liberty Media em não deixar sair a corrida britânica do calendário por um único ano que seja. “Temos uma grande ambição para o desporto e estamos dispostos a subir a fasquia pois os fãs esperam mais do seu fim de semana de corridas. Precisamos de promotores que partilhem esta visão. Temos três anos para atingir esse objetivo e estou otimista que seja alcançada uma solução centrada nos fãs”, defendeu Bratches.