Kia aposta em motores a hidrogénio com 800 km de autonomia

Este modelo será uma das apostas da marca coreana para a redução das emissões da sua gama.

A Kia está a desenvolver um ambicioso projeto para reduzir a sua pegada ambiental, que passa pela substituição de 70% da atual gama de propulsores apoiada pela utilização de novas transmissões e a aposta em motorizações alternativas como os híbridos convencionais, os híbridos de Plug-In, os motores elétricos e ainda as células de combustível de hidrogénio. Foi precisamente neste último campo que surgiram agora novidades, com o responsável de marketing da Kia na Europa, o português Artur Martins, a confirmar que a marca está a desenvolver um novo FCV que estará no mercado até 2021. A aposta das marcas coreanas nos FCV não é nova, já que a Kia comercializa atualmente em alguns mercados fora da Europa o SUV Borrego FCEV, enquanto a irmã Hyundai é líder nas motorizações a hidrogénio com o SUV Ix35.

O novo modelo previsto para 2021 irá destacar-se pela versatilidade, já que o objetivo é criar um automóvel que esteja capacitado a equipar motores de combustão, híbridos, elétricos e células de combustível de hidrogénio. Esta será mais uma demonstração da capacidade do principal grupo automóvel da Coreia do Sul, à imagem do que se verificou recentemente com a introdução do Hyundai Ioniq que pode ser encontrado nas modalidades híbrido em série, híbrido de Plug-In e 100% elétrico. Para este novo modelo que chegará na próxima década, a marca pretende contar com melhorias no sistema FCV que o vão tornar mais compacto mas permitir atingir uma autonomia de 800km e velocidades máximas próximas dos 170km/h. Para finalizar, de referir que a Kia e a Hyundai têm sido das marcas que mais apostam nos FCV, e que para este novo automóvel que irá emitir apenas vapor de água do tubo de escape contam já com a experiência acumulada neste campo em que têm vindo a desenvolver inovações desde a década de 1990.

Nuno Fatela 

Fonte: Autocar