Mercedes Project One mostra mestria de engenharia

O “coração” do superdesportivo híbrido da Mercedes foi dado a conhecer durante as 24 Horas de Nurburgring. A apresentação está prevista apenas para setembro, em Frankfurt, mas pode já ficar a saber o motor que está na base deste superdesportivo.

A guerra dos superdesportivos promete nos próximos tempos escalar para novos patamares, graças à anunciada chegada de máquinas que prometem performances de exceção e que recorrem a motorizações híbridas. Existem, de momento, dois pontas-de-lança neste campo, que são os projetos em desenvolvimento pela parceria Reb-Bull/Aston Martin e também o anunciado rival assinado pela Mercedes, o Project One, que tem apresentação marcada para setembro no Salão de Frankfurt. Além do preço de 2,5 milhões de euros (+ impostos), também as capacidades deste míssil de quatro rodas prometem ser estratosféricas, e a marca explicou agora os principais trunfos a que vai recorrer para tentar superar a concorrência.

As 24 Horas de Nurburgring foram o palco escolhido pela marca para dar a conhecer o “coração” que vai fazer bater furiosamente o Mercedes Project One e cujas especificações causam arritmias e fazem sonhar todos os fãs dos superdesportivos. Na base estará o motor V6 1.6L que a marca tem utilizado na Fórmula 1 e com 730CV, que contará com o suporte de um turbo elétrico, o que significa que ele estará sempre disponível para funcionar na capacidade máxima ao ser requisitado. Além disso, destaque para as placas cinzentas da foto com a sigla AMG, que correspondem às baterias responsáveis por alimentar os dois motores elétricos na dianteira. E como esta máquina de sonho deve recorrer ao sistema KERS da F1 para regeneração de energia, eletricidade nas baterias de iões de lítio é o que não vai faltar.

O resultado final são perto de 1000CV de força bruta, além de uma grande eficiência como demonstrado pelo facto do motor de combustão ter uma eficiência termal próxima dos 43%. Destaque ainda para as capacidades deste propulsor, já que ele será capaz de atingir as 11000RPM, um registo ainda assim abaixo das 14500RPM a que labora na Fórmula 1. Comparativamente aos motores V6 da classe-rainha do desporto automóvel, o ralenti também foi reduzido, descendo das 4000RPM para as 2000RPM, e na foto verifica-se também a presença de uma grande entrada superior em fibra de carbono que irá engolir quantidades maciças de ar para o arrefecimento. Com tanta rotação, não admira que a marca já tenha confirmado que o motor do Mercedes Project One precise de ser reconstruído quando atingir os 50.000km.

Nuno Fatela