Depois dos automóveis elétricos, vêm aí os aviões elétricos. O conceito tem sido ignorado como impraticável, mas a Rolls-Royce pretende ser a primeira a conseguir fazê-lo, depois do presidente da empresa, Warren East, ter dito numa entrevista ao jornal britânico Sunday Telegraph que “temos que estar prontos em 2020. Há uma corrida para ter [aviões elétricos] ao serviço em 2030”.

O problema principal com o uso de motores elétricos para aviação é a sua autonomia, tendo ainda que se levar em conta a velocidade que estes aparelhos atingem e o peso do aparelho com passageiros e carga. Um avião necessitaria de mais baterias para acumular energia, mas isto tornaria o avião ainda mais pesado. Mas a Rolls-Royce já está a implentar sistemas elétricos de forma a reduzir o consumo de combustível.

Warren East vê os sistemas híbridos como uma forma viável de implantar motores elétricos nos aviões. A construtora britânica já substituiu muitos dos sistemas mecânicos por elétricos, de modo a não retirar potência à turbina. E se motores elétricos nos aviões de passageiros ainda estão longe, tanto aplicações militares como civis poderão recorrer a este tipo de propulsão em aparelhos autónomos ou operados via controlo remoto.

Uma forma alternativa de gerar energia elétrica para propulsão poderá ser a energia solar. A Solar Impulse já conseguiu completar um voo de circum-navegação inteiramente com o protótipo Solar Impulse 2 em julho do ano passado. O voo durou 48 horas, provando que é viável recorrer a esta tecnologia, com painéis solares montados nas asas. O ar rarefeito nas altitudes a que viajam os aviões comerciais também poderia potenciar o aproveitamento desta energia.

M. Francis Portela