Exército russo já tem “tanque suicida” com condução autónoma

M. Francis Portela
Investigador

O exército russo não ficar atrás dos americanos no uso de drones e veículos militares de controlo remoto. Por isso, a ZID está a desenvolver o tanque Nerekhta, que pode funcionar como unidade de artilharia, para funções de espionagem e vigia ou até como “tanque suicida”. Esta última função é a mais interessante para o exército russo, devido à sua capacidade destrutiva.

O Nerekhta está em fase de testes na fábrica russa, para verificar a fiabilidade do sistema de controlo via rádio. Como não necessita de um piloto e um artilheiro presenciais, tem apenas um metro de comprimento e pesa apenas 300 kg, movidos por um motor elétrico. Pode transportar até 11 kg de explosivos, operando como “tanque suicida”, já que pode aproximar-se de alvos com armadura ou fortificações e detonar-se no local exato. O Nerekhta está protegido contra tiros de infantaria.

nerekhta

Embora possa ser controlado por rádio, o robô-tanque russo também vai operar com um sistema de navegação, que lhe vai permitir receber instruções acerca da localização de alvos e usar o mapa para se deslocar até eles sem instruções adicionais. É apenas quando atinge o seu objetivo que um operador ativa os explosivos remotamente. Em alternativa, pode ser equipado com metralhadores de 7,62 mm e 12,7 mm, funcionando na posição de infantaria mecanizada.

A ZID é uma das principais produtoras industriais russas, especializando-se em aplicações militares, embora também tenha fabricado para uso civil. Fundada em 1917, tornou-se uma das principais fornecedores do estado durante o período da União Soviética, para quem fabricava as espingardas e metralhadores Degtyarev. Esta foram também exportadas para muitos países. Para uso civil, fabricava as motos Voskhod, vendidas em alguns países ocidentais com a marca Cossack.