Com a utilização dos smartphones a tornar-se cada vez mais disseminada, a grande batalha das autoridades de segurança rodoviária passa pelo seu controlo mais vincado, procurando dessa forma reduzir o número de acidentes relacionados com o manuseamento desses aparelhos durante a condução. A solução pode estar agora na iminência de ser encontrada, na sequência de uma série de diretrizes sugeridas pela autoridade de segurança rodoviária norte-americana (NHTSA) às fabricantes de telemóveis e smartphones.
Essa solução pode passar pela criação de um novo modo de utilização que, basicamente, seria o de ‘Condução’, a partir do qual a conectividade ficaria limitada à aceitação de chamadas (por mãos-livres), sistema de GPS ou streaming de música. O resto seria barrado pelo sistema, impedindo distrações por parte do condutor, solicitando igualmente uma maior interação entre esses sistemas e os do veículo para minimizar as distrações.
Uma das diretrizes previstas pela NHTSA para ponderação por parte de companhias como a Apple, Sony ou Samsung é que o acesso ao teclado, a mensagens, e-mails ou sites e vídeos seja bloqueado, providenciando apenas o acesso a sistemas úteis à condução. O uso de tecnologias MirrorLink nos automóveis tem vindo a permitir a integração de algumas das funcionalidades de condução no sistema de infoentretenimento do veículo, com ícones maiores replicados por exemplo no ecrã tátil do veículo. Tal é conseguido, igualmente, com tecnologias como as do Google Android ou da Apple CarPlay.
Um dos pontos fundamentais deste plano é que exista, igualmente, uma diferenciação entre o dispositivo do condutor e os dos restantes passageiros, para que estes não sejam afetados.
De acordo com dados da NHTSA, o número de acidentes relacionados com a utilização do telemóvel nos EUA foi de 431.000 em 2014, resultando em 3.179 vítimas mortais. Além disso, das vítimas na faixa etária dos 20 anos, cerca de 27% estava distraída (ou seja, não apenas com o telemóvel, mas com sistemas acessórios ou com situações no interior do veículo), ao passo que 38% das vítimas dessa faixa estavam a utilizar telefones no momento do acidente.
Sem que tenha autoridade para implementar estas regulamentações perante os fabricantes de telemóveis – muitos das quais até já com o seu próprio modo de ‘Mãos Livres’, como a Samsung -, a NHTSA tem visto os seus conselhos implementados de forma positiva pelas marcas automóveis.
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