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Volkswagen I.D. reinventa a marca para o século XXI

É um dado adquirido que a vivência com o automóvel será, em breve, bastante diferente do que é hoje. Veículos com elevado nível de conectividade, motorizações alternativas e sistemas partilhados de propriedade (vulgo ‘carsharing’). Neste sentido, muitas são já as marcas que trabalham em modelos de negócio adaptáveis e moduláveis, como é o caso da Volkswagen, que revelou no Salão de Paris aquela que será a sua visão do futuro elétrico e conectado.

O fabricante de Wolfsburgo confirmou no evento parisiense que irá desenvolver e produzir 30 novos carros elétricos até 2025, tendo como objetivo vender um milhão de carros elétricos por ano até essa data. Um valor ambicioso, mas que revela bem a alteração significativa da companhia desde que o caso polémico com as emissões poluentes se tornou público.

“Muita coisa mudou na Volkswagen nos últimos 12 meses e queremos potenciar este impulso. É por isso que estamos a transformar a área de serviços de mobilidade na 13ª marca do Grupo. Esta ação sublinha o quanto acreditamos que este negócio é essencial”, referiu a este propósito Mathias Müller, CEO do Grupo Volkswagen, quando deu a conhecer o programa “Together – Strategy 2025”.

Neste sentido, o Volkswagen I.D. é a face mais visível desta transformação em curso. Este concept-car, que dará origem a uma versão de produção em série no ano de 2020, é o primeiro modelo elétrico de raiz desenvolvido pelo Grupo Volkswagen, utilizando a nova plataforma MEB, desenvolvida exclusivamente para carros elétricos.

O grupo germânico está a desenvolver projetos piloto com vários parceiros tecnológicos e de mobilidade partilhada, mas, de acordo com Mathias Müller, “olhando um pouco mais além, poderemos também operar os nossos próprios serviços de shuttles com condução autónoma, assim que a tecnologia esteja pronta”.

Design como diferenciador

Capítulo em que os elétricos se terão agora que diferenciar é no do design. Neste âmbito, diferentes necessidades de refrigeração dos componentes técnicos trarão novos visuais, tratando de manter, da mesma forma, a identidade de todas as companhias, como explica Michael Mauer, diretor de design do Grupo Volkswagen.

“Estou convencido que o design será um elemento chave na sobrevivência das marcas no futuro. O mundo da mobilidade do amanhã dá-nos, a nós designers, possibilidades criativas inteiramente novas. A motorização elétrica e a condução autónoma permitem remover muitos obstáculos e mudar o design de forma mais radical do que alguma vez foi possível nas décadas recentes”, explica o responsável máximo de design do Grupo Volkswagen.

Neste cenário, uma conclusão lapidar: “Elementos diferenciadores, tais como ruído do motor, deixam de ser relevantes, pelo que o design se torna o mais importante enquanto “unique selling proposition”, completa.

Pedro Junceiro

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